Nº P0116/2023 Identificador do Projeto

HIPERTENSÃO ARTERIAL: MECANISMOS DE RESISTÊNCIA TERAPÊUTICA E DESFECHOS CARDIOVASCULARES

Medicina
#Hipertensão arterial #tratamento farmacológico #hiperaldosteronismo #Disfunção diastólica
Coordenador FABIO DE SOUZA
Situação & Vigência
Em andamento
01/07/2023 31/12/2028
Unidade Responsável Departamento de Medicina Especializada
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
INTRODUÇÃO: Dada a carga de saúde pública da hipertensão não controlada, incluindo seus diferentes fenótipos, são necessárias ações de mitigação do seu impacto sobre o sistema cardiovascular. Nesse contexto, é possível que o screening do status da aldosterona, (incluindo dosagem de aldosterona sérica e atividade de renina) associada com melhor caracterização de sobrecarga hidrossalina, estimativas não invasivas de volemia e identificação de hiperativação simpática possa contribuir na estratificação de risco desses pacientes. Em paralelo, a avaliação precoce da cardiopatia hipertensiva e identificação de insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada (ICFEp) frequentemente encontra-se subavaliada nessa população. OBJETIVO: Descrever o perfil clínico e laboratorial de pacientes com HAS de difícil controle (resistente e refratária) incluindo: perfil laboratorial relacionado ao status da aldosterona e níveis de peptídeo natriurético; perfil ecocardiográfico com ênfase em parâmetros da função diastólica; e avaliar marcadores de prognóstico entre as diferentes variáveis estudadas em hipertensos resistentes e refratários. METÓDO: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, concorrente. Será realizada análise descritiva da população estudada e analítica com previsão de seguimento transversal para análise de associações, e longitudinal para análise de desfechos. O estudo será realizado no ambulatório de cardiologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Serão incluídos pacientes de ambos os sexos, de qualquer etnia ou cor, com idade acima de 18 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial considerados, pelo menos, moderadamente aderentes ao tratamento e que preenchiam os critérios de resistência a terapêutica prescrita. Todos os pacientes serão avaliados com exames laboratoriais de rotina, monitorização da pressão arterial (MAPA) 24 horas, bioimpedância elétrica; dosagens de aldosterona sérica e atividade de renina plasmática; ecocardiograma transtorácico com avaliação de disfunção diastólica; e medidas de velocidade de onda de pulso (VOP). Desfechos primários: mortalidade total, a mortalidade cardiovascular e os eventos cardiovasculares totais (fatais e não fatais). Desfechos secundários: doença arterial coronariana (IAM ou angina com necessidade de revascularização), doença cerebrovascular, doença renal crônica (diálise), insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e fibrilação atrial, avaliadas de modo independente.