Resumo do Projeto
Este projeto está direcionado à defesa de murais coloridos, plasmados no interior de “cidades amuralhadas” (consagradas patrimônios mundiais), como memórias plurais, documentos coletivos e patrimônios contra-hegemônicos na América Latina. A partir da mediação de saberes-fazeres diversos, aposta-se na linguagem-mural como desencadeadora de zonas/redes informacionais e memoriais dos comuns: sujeitas a encontros, celebrações, mas também disputas e confrontos. O confronto mais significativo, porém, dá-se menos entre os produtores de murais coletivos, mas destes com os (re)produtores de muralhas, de modo que a pesquisa buscará defender a noção de patrimônios contra-hegêmonicos como contra-ataques às estruturas e superestruturas que operam na opressão e/ou neutralização de corpos e epistemologias “desviantes” do capitalismo neoliberal e neocolonial na América Latina; mas também, e não de maneira dicotômica, como vozes importantes para a construção de um novo regime de patrimonialização e de institucionalidade na região, radicalmente plural e democrático.