Resumo do Projeto
O reparo tecidual pode ser considerado um dos processos biológicos mais complexos observados nos seres vivos e a compreensão detalhada de sua regulação pode levar à grandes avanços na elaboração de estratégias translacionais para a medicina regenerativa, podendo beneficiar portadores de doenças crônica não transmissíveis (DCNTs), como o Diabetes Mellitus. Dentre as fases do reparo tecidual, a inflamação tem sido um alvo de intensos estudos pois se por um lado ela desempenha um papel protetor e indispensável para o reparo tecidual, por outro, sua cinética deve ser finamente regulada no tempo e no espaço para que a fase resolutiva possa se instalar e trazer o sistema de volta à homeostasia com restauração da forma e da função. Neste cenário, nosso grupo tem contribuído para a caracterização dos mecanismos epigenéticos envolvidos na regulação da resposta inflamatória com ênfase no estudo do controle epigenético do fenótipo e da função de monócitos durante o reparo tecidual. Utilizando modelos animais de alta e baixa capacidade regenerativa, como anfíbios anuros e camundongos respectivamente, demonstramos que o tratamento tópico de lesões com inibidores farmacológicos da atividade da enzima remodeladora da cromatina Histona Desacetilase (iHDAC) aumentou a qualidade do reparo tecidual por regeneração e diminui o tempo para o fechamento das lesões. Neste projeto, propomos desenvolver, testar e caracterizar, utilizando metologias ômicas, a eficácia de um sistema nano estruturado para a entrega de terapia epigenética à base de filmes enriquecidos com nanoemulsões para liberação tópica de iHDACs, visando o tratamento de feridas crônicas e promoção da regeneração de tecidos in vivo. Como principais resultados esperamos promover a geração de conhecimento científico em área de fronteira de medicina regenerativa acoplado à formação de recursos humanos e à transferência de conhecimento e de tecnologia para a sociedade