Resumo do Projeto
O culto à morte e a prática de violência e genocídio são constantes na história da humanidade, mas ganharam feições específicas nos regimes “de massa” de extração fascista de meados do século XX, conforme analisam Adorno e Horkheimer. No capitalismo contemporâneo, notadamente no Brasil e na América Latina, a necropolítica do fascismo combina-se com a imposição de políticas neoliberais. A presente proposta de trabalho pretende discutir a relação entre capitalismo e fascismo através da Teoria Social e da Psicanálise. Privilegiar-se-á o conceito de fetichismo, tendo em vista a compressão tempo-espacial que a proeminência da imagem veloz e instantânea via redes sociais ganhou na conformação da política. As redes sociais descentralizam a paixão do ódio, valem-se do fetichismo da identidade existencial homóloga ao fetichismo da mercadoria, e, através de micro choques, imprimem a ideologia individualista e produzem a massa fascista dócil ao neoliberalismo.