Nº P0086/2020 Identificador do Projeto

Perspectivas Decoloniais para a Formação de Professores de Matemática: Atuando em Rachaduras

Matemática e Estatística
#Decolonialidade #Formação de professores de matemática #Pluriversalidade #None
Coordenador DIEGO MATOS PINTO
Situação & Vigência
Em andamento
17/08/2020 31/08/2026
Unidade Responsável Departamento de Matemática
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Nas últimas décadas, a literatura de pesquisa sobre formação de professores de matemática tem discutido seus modelos de formação, os saberes profissionais docentes e as práticas matemáticas realizadas na escola básica. Entretanto, nesse debate, nem sempre estão explícitas quais concepções de formação, de saberes e de práticas que fundamentam tais modelos. Recentemente, a perspectiva decolonial vem se consolidando como temática emergente na Educação Matemática, deslocando esse debate a um terreno político, ao questionar a colonialidade como um padrão de poder que opera na forma como o conhecimento e as relações intersubjetivas se organizam, cujos efeitos impõem hierarquias de seres e saberes. Assumindo a opção decolonial como postura de investigação, apresentamos este projeto de pesquisa com o objetivo de investigar e promover práticas matemáticas formativas, inspiradas na perspectiva decolonial, que possibilitem visibilizar epistemologias não hegemônicas e deslocar seres e saberes dos lugares que, tradicionalmente, ocupam nas fronteiras do conhecimento demarcadas pela colonialidade. A agenda de pesquisa do projeto focaliza dois eixos temáticos: (1) tratamento de questões étnico-raciais no ensino de matemática e (2) relações intersubjetivas que se manifestam, nos espaços de formação, a partir de hierarquias produzidas nas relações entre professores, estudantes e conhecimento matemático. No primeiro eixo, buscamos refletir sobre como implementar o ensino de questões étnico-raciais no currículo de matemática da escola básica e da formação de professores, visibilizando saberes apagados nesses espaços. No segundo eixo, objetivamos desestabilizar hierarquias de seres e saberes problematizando traços e efeitos da colonialidade que se manifestam na forma como os conteúdos são organizados na escola e na licenciatura, assim como na forma em que estudantes e professores se relacionam com a matemática.