Resumo do Projeto
A cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais consumida no mundo. Em 2020, o mercado brasileiro alcançou a marca de 1383 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) com um aumento de 14,4% em relação ao ano anterior e a grande maioria se enquadra na categoria de microcervejaria, com produção de até 200 mil litros de cerveja mensais. No Brasil o estilo Pilsen é o mais consumido, é uma cerveja leve, clara e pouco amarga. Por ser um processo muito antigo e tradicional, a produção de cervejas aproveita pouco os nutrientes a serem extraídos do malte de cevada, seu principal ingrediente, o que resulta num produto pouco nutritivo e em grande quantidade de resíduos orgânicos de alta DBO. A destinação desses resíduos é ainda mais problemática para as microcervejarias, que contam com poucos recursos para tal. O correto manejo da temperatura durante a mosturação e a adição de enzimas exógenas pode não apenas reduzir significativamente o volume de resíduos sólidos produzidos, mas também aumentar o valor nutritivo da cerveja produzida, liberando ainda compostos bioativos, compostos fenólicos e peptídeos do malte, que podem ajudar a conservar do produto. O presente projeto visa comparar a produção de cerveja do tipo Pilsen com manejo da rampa de temperatura na mosturação e com adição de proteases comerciais e avaliar o efeito dessas alterações de processo na conservação, no valor nutricional, no teor de compostos bioativos, na geração de resíduos sólidos e na qualidade da cerveja tipo Pilsen, para sugerir um novo processo, mais adequado às microcervejarias do país.