Resumo do Projeto
Diversos fatores virais e do hospedeiro podem influenciar a evolução clínica durante
uma infecção, dentre eles a disbiose do microbioma humano. Este evento pode levar
a anormalidades das funções metabólicas, fisiológicas e imunológicas no hospedeiro
podendo influenciar a patogênese das infecções virais. Estudos mostram que a
disbiose da microbiota intestinal pode aumentar o dano hepático associado à infecção
pelo vírus das hepatites B e C (HBV e HCV), evoluindo para estágios de fibrose mais
avançados que podem levar ao desenvolvimento do carcinoma hepatocelular (CHC).
Além disso, já foi relatado que a disbiose fúngica intestinal foi associada a um pior
prognostico da doença hepática alcoólica. O microbioma oral tem a capacidade de
influenciar a doença hepática através do eixo “oral-intestino-fígado”, através da
translocação direta de bactérias e de seus produtos da cavidade oral para a circulação
sistêmica chegando ao tecido hepático e nele induzindo um processo infecioso e
inflamatório. Estudos tem demonstrado que alterações nos níveis de interleucina 1
(IL-1), IL-6, IL-8, IL-17, fator de necrose tumoral (TNF-) e interferon (INF )
estão associados a resposta inflamatória à infecção e a disbiose oral, e foram
encontrados alterados em pacientes com diabetes e hepatite autoimune