Nº P0062/2024 Identificador do Projeto

“Na ponta do meu lápis há apenas nascimento”: a empoética de Manoel de Barros

Filosofia
#Filosofia #Poética #Manoel de Barros #Museologia
Coordenador ELTON LUIZ LEITE DE SOUZA
Situação & Vigência
Em andamento
10/05/2024 11/05/2026
Unidade Responsável Departamento de Estudos e Processos Museológicos
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Humanas e Sociais
Esta pesquisa pretende ser uma reflexão ampla e plural sobre um verso de Manoel, reflexão essa que se quer desdobrar em ação (práxis) , produção (poiésis) e proposição de conhecimento (teoria). O verso servirá de fio condutor não apenas a uma leitura e reflexão acerca da obra do poeta, mas sobretudo de outras obras, obras da sensibilidade e do conhecimento, obras ainda por fazer. O verso é parte do título e intenção da pesquisa: “Na ponta do meu lápis há apenas nascimento” . Aristóteles consagrou o termo “poética”. Esse termo, porém, não dá conta de tudo o que nasce do lápis de Manoel . E isso que nasce nele , e dele, também desperta nascimentos em nós, nascimentos de ideias, afetos , imaginações, percepções, enfim, (auto)conhecimentos. Por isso, essa pesquisa se apoiará no termo “empoética”. É no próprio poeta que buscamos esse rascunho de conceito. A empoética manoelina enseja um fazer ( poiésis) plural e multivariado, um fazer que começa na linguagem, porém vai além. Por isso, dela pode nascer um agir ( práxis) enquanto produção de conhecimento (teoria) igualmente múltiplo e vário: po-ético.