Resumo do Projeto
Visa ampliar debates em torno de questões contemporâneas sobre os arquivos a partir de reflexões
arquivísticas, sociológicas, filosóficas e psicossociais. Os arquivos são pensados, nesta pesquisa,
como instrumentos fundamentais de constituição de saberes e de poderes, tradicionalmente
estabelecidos como produtos de grupos privilegiados. Tais privilégios são constituídos, grande parte
das vezes a partir da violência, seja ela física, simbólica ou psíquica. Pretende-se aqui realizar
leituras de teorias e de práticas que se (in)surgem, a partir do pensamento crítico contemporâneo
sobre os arquivos, e das práxis decoloniais. Infere-se que este exercício de revisão de conceitos e de
práticas que envolvem arquivos, mobilizam vivências e experiências de compreensão e constituição
de objetividades e subjetividades em torno da oficialização e objetificação de registros e de
memórias e da produção da violência e do sofrimento social. Uma perspectiva crítica sobre os
arquivos e as formas de registrar poderá trazer novos olhares sobre as possibilidades de ingresso das
diversidades de memórias de grupos tradicionalmente excluídos socialmente.