Nº P0058/2020 Identificador do Projeto

Emerita brasiliensis como bioindicador de impactos em praias arenosas

Biodiversidade
#Praias arenosas #Impactos antrópicos #Microplástico #Sistema imune
Coordenador Tatiana Medeiros Barbosa Cabrini
Situação & Vigência
Em andamento
01/10/2020 31/08/2026
Unidade Responsável Departamento de Ecologia e Recursos Marinhos
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
O litoral do estado do Rio de Janeiro é considerado uma das áreas mais impactadas pela antropização. Levando em conta a densidade da ocupação humana e os diferentes níveis de alterações, uso e impactos decorrentes da presença humana nessa área, as zonas costeiras apresentam diferentes graus de vulnerabilidade, sendo áreas prioritárias à conservação. Praias localizadas em áreas de acesso restrito, como áreas militares, conservam significativamente a estrutura da comunidade da macrofauna, por conta da redução dos efeitos do pisoteio e de outros impactos provenientes da ocupação humana. Porém, há um pequeno número de praias localizadas nessas áreas, diferentemente de praias em Unidades de Conservação, que existem em grande quantidade no litoral do Rio de Janeiro. Emerita brasiliensis, um bioindicador da saúde ambiental de praias arenosas, é um crustáceo filtrador presente na zona entremarés de praias arenosas. Contudo, devido à intensa urbanização sofrida pelos ecossistemas costeiros ao longo dos anos, a ocorrência desses indivíduos e o equilíbrio das praias arenosas estão ameaçados. Além disso, a presença de resíduos sólidos, em especial o plástico, sempre associados à ação humana, torna o cenário ainda mais preocupante, já que atrelado ao fato de não serem biodegradáveis, são facilmente fragmentados, gerando uma nova classe plástica poluidora: os microplásticos. Uma forma de estimar a capacidade de resposta de uma população a um impacto é avaliar seu sistema imune. Os hemócitos são células que participam de respostas imunológicas em invertebrados que, apesar de possuírem um importante papel na manutenção da homeostase, são pouco estudadas. Eles constituem a primeira linha de defesa dos invertebrados e são responsáveis, tanto por processos celulares como fagocitose e encapsulação, quanto por defesas humorais. Assim, os objetivos desse projeto são: (1) caracterizar e avaliar diferenças entre praias arenosas em unidades de conservação de proteção integral e praias arenosas em áreas de acesso restrito no litoral da metrópole do Rio de Janeiro, utilizando dos descritores da comunidade, densidade e biomassa de E. brasiliensis e de índices para avaliação de impactos antrópicos e saúde ambiental de praias; (2) a avaliar a concentração de microplástico em E. brasiliensis e (3) caracterizar os hemócitos de Emerita brasiliensis quanto ao tamanho e morfologia, além de avaliar resposta imune a poluição fecal.