Nº P0051/2025 Identificador do Projeto

Hábitos de Leitura dos Estudantes de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Medicina
#Humanidades Médicas #Literatura #estudantes de medicina #educação médica
Coordenador TEREZINHA DE SOUZA AGRA BELMONTE
Situação & Vigência
Em andamento
27/03/2025 20/09/2026
Unidade Responsável Departamento de Medicina Geral
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Atualmente, observa-se a tendência das escolas médicas em adotar currículos alinhados com a perspectiva ecobiopsicosocial ao analisar os elementos associados ao processo de saúde-doença. O distanciamento do modelo biomédico anterior vigente permite o entendimento de que a formação médica deve não mais se apoiar somente no pilar biológico. Com isso,observamos maior valorização e participação da literatura, da psicologia, ou melhor, das ciências de letras e artes,no currículo da Medicina. Uma das explicações possíveis para esse fenômeno é a crença vigente, em nosso corpo social, de que as humanidades são acessórias à formação médica, ao passo em que as disciplinas do eixo biológico são as mais importantes.Embora o pensamento ilustrado na frase do professor de literatura ainda esteja muito presente na sociedade, Lawrence conseguiu encontrar outros profissionais dispostos a ajudá-lo na construção de seu curso de literatura voltado aos estudantes de Medicina. Sua iniciativa foi replicada por professores de outras escolas médicas de países situados na Europa e na América. Dando reforço à relevância da literatura para o exercício médico, Rita Charon criou o termo narrative medicine, o qual afirma que a prática da Medicina requer competência em narrativa, o que significa a capacidade para reconhecer,assimilar, interpretar e atuar de acordo com as histórias e dificuldades dos pacientes. A literatura permite o exercício mais aprimorado da Medicina Centrada na Pessoa, termo criado por Michael Balint, e cujo exercício exige uma familiaridade com o ser humano em sua completude, debruçando-se diante dos aspectos físico, mental, emocional, cultural, social e espiritual. Observa-se que com os avanços tecnológicos e laboratoriais foi dado à boa anamnese e ao atento diálogo entre médico e paciente uma menor importância.