Nº P0051/2019 Identificador do Projeto

Esclerose Múltipla: Fatores prognósticos clínico-demográficos, imunológicos e radiológicos associados à progressão da incapacidade física e cognitiva

Medicina
#esclerose multipla #progressao #incapacidade
Coordenador CLAUDIA CRISTINA FERREIRA VASCONCELOS
Situação & Vigência
Em andamento
01/08/2019 31/08/2026
Unidade Responsável Departamento de Medicina Especializada
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
A prevenção da progressão em doenças neurológicas crônicas, particularmente na esclerose múltipla, tem sido um grande desafio, uma vez que a população afetada por esta enfermidade é composta essencialmente por adultos jovens. No curso natural da EM, em longo prazo, cerca de 50% ou mais dos indivíduos afetados se tornam incapacitados. O absenteísmo laboral e escolar é um desfecho comum na vida dos pacientes com EM, seja pela ocorrência de surtos da doença ou pela piora progressiva dos déficits neurológicos. A EM não possui um marcador biológico especifico para seu diagnóstico e prognostico e nem cura definitiva, mas sua fisiopatogenia foi bem definida como uma resposta autoimune as custas da ativação e proliferação de linfócitos T e B direcionados contra antígenos mielínicos do SNC de indivíduos geneticamente susceptíveis, quando são expostos a determinados fatores ambientais. A neuroinflamação e neurodegeneração decorrentes do ataque autoimune são as responsáveis respectivamente pelos sintomas agudos e pela progressão dos mesmos, e ambas podem estar presentes desde estágios iniciais da doença na dependência da reserva neuronal e do esgotamento dos mecanismos de regeneração. Pela falta de marcadores bem definidos para identificação do início da fase de progressão, a proposta principal desta pesquisa é investigar possíveis marcadores clinico-demográficos, imunológicos e radiológicos e analisar associação entre eles. A nossa principal hipótese é que a proeminente expansão da imunidade humoral nas fases iniciais da doença, com aumento na produção de anticorpos pelas células B estimuladas pelas células TFH, seja um importante marcador de evolução rápida para a fase progressiva da doença. Esta pesquisa de cunho translacional e duração mínima de dois anos e máxima de quatro anos será conduzida na Unirio, a partir da seleção e inclusão de pacientes atendidos no ambulatório de Neuroimunologia e Doenças Inflamatórias Desmielinizantes do Hospital Universitário Gaffree e Guinle, cujas amostras de sangue para pesquisa imunológica serão analisadas no Laboratório de Imunofisiologia e Imunopatologia dos linfócitos T (UNIRIO).