Nº P0047/2021 Identificador do Projeto

Desenvolvimento de sistemas nanoestruturados para entrega de fármacos

Biologia Molecular e Celular
#Nanotecnologia #Nanoformulação #Nanotoxicidade #Biofarmácia
Coordenador BEATRIZ FERREIRA DE CARVALHO PATRICIO
Situação & Vigência
Em andamento
07/05/2021 31/08/2026
Unidade Responsável Departamento de Ciências Fisiológicas
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Nas últimas décadas a indústria farmacêutica tem encontrado diferentes entraves no descobrimento de novos fármacos como: dificuldade de desenvolver fármacos melhores que aqueles já existentes no mercado; a multiplicidade de alvos de uma única doença; problemas farmacocinéticos, principalmente quanto à sua biodisponibilidade e distribuição tecidual; maior rigor nos testes de eficácia e segurança não só por exigência dos órgãos de fomento como também pela pressão da população. A fim de solucionar parte desses problemas, tem-se investido no desenvolvimento de nanoformulações. Essas têm por objetivo resolver efeitos tóxicos e problemas farmacocinéticos, como baixa solubilidade e baixo direcionamento. Diferentes nanoestruturas são utilizadas para esse fim, destacando os nanocristais, nanocarreadores lipídicos (NCL) e nanopartículas poliméricas (NPP). Entretanto, poucos trabalhos avaliam a eficácia e segurança dessas formulações comparando essas estruturas entre si. Assim, o objetivo desse projeto é desenvolver nanoformulações de fármacos que apresentem dificuldades em parâmetros como absorção e direcionamento. Em um primeiro momento serão usados como fármacos modelo praziquantel e anfotericina B, que são fármacos utilizados no tratamento de doenças negligenciadas (esquistossomose e leishmaniose visceral, respectivamente) e que apresentam problemas de baixa solubilidade, baixa permeabilidade e alta toxicidade. Serão produzidos nanocristais pela técnica de top down, nanopartículas poliméricas pela técnica de nanoprecipitação e NCL pela técnica de cisalhamento. Uma vez produzidas essas nanoestruturas, elas serão avaliadas quanto à eficiência de encapsulação, ao tamanho e distribuição de tamanho, carga e propriedades físico-químicas de superfície, morfologia e capacidade de liberação do fármaco. Também serão avaliadas quanto à toxicidade e permeabilidade em modelos in vitro. Por fim, a farmacocinética dessas nanoestruturas será averiguada. Dessa forma, busca-se amplificar o conhecimento de materiais nanoestruturados, comparando o impacto da veiculação na segurança e eficácia do medicamento. Para a execução desse projeto, muitas das necessidades de formulação, processamento e caracterização dos sistemas estão disponíveis em laboratórios parceiros em Farmanguinhos e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo apoiado por diferentes agências de fomento (BNDES, CNPQ, Faperj e Fiocruz), os quais a proponente possui colaboração direta.