Resumo do Projeto
A saúde ecossistêmica descreve o estado de um ecossistema e envolve a conservação de espécies, manutenção de processos ecológicos e evolutivos e o funcionamento dos ecossistemas. O termo “saúde única” reconhece que a saúde de todas as espécies biológicas, incluindo o homem, e dos ecossistemas estão intimamente ligados e são interdependentes. As tartarugas marinhas são répteis aquáticos com grande apelo carismático e ganharam extrema notoriedade como símbolo para a conscientização pela poluição por plástico. Todas as espécies possuem uma história de vida complexa, que inclui migrações transoceânicas e alternância de habitats conforme as suas necessidades e estão expostas a diversas ameaças antrópicas (capturas acidentais durante a pesca recreativa e comercial, choques com embarcações, predação de ovos por animais, coleta de fêmeas adultas e seus ovos, impactos relacionados à poluição dos ambientes marinhos). Devido a conjugação do seu hábito de vida nectônico e migratório, com a presença de uma carapaça rígida, observa-se a possibilidade de utilização dessa última estrutura como habitat para diversos outros organismos conhecidos como epibiontes. A presença, abundância e diversidade de epibiontes indica as preferências alimentares, comportamentos reprodutivos e sociais, saúde e bem-estar da tartaruga. Além disso, os epibiontes podem sinalizar para a saúde ambiental das suas respectivas áreas fontes. Desta forma, a análise dos epibiontes das tartarugas marinhas além de indicarem a qualidade do habitat às suas necessidades, podem servir de indicadores da saúde de outros compartimentos desse ambiente, como o plâncton e o bentos. Sendo assim o objetivo desse projeto visa avaliar a saúde ecossistêmica de dois ambientes distintos do litoral do estado do Rio de Janeiro utilizando diferentes compartimentos biológicos e relacionar as condições ambientais à saúde das tartarugas verdes e a fauna epibionte encontrada em suas carapaças.