Nº P0042/2022 Identificador do Projeto

As origens da "questão social" no Brasil (1850-1930)

Serviço Social
#Questão social #Capitalismo dependente #Brasil #Modos de produção
Coordenador RODRIGO CASTELO BRANCO SANTOS
Situação & Vigência
Em andamento
01/09/2022 31/08/2026
Unidade Responsável Departamento de Arquivologia
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Humanas e Sociais
Desde a década de 1980, as/os assistentes sociais têm promovido instigantes debates teóricos acerca do principal objeto de intervenção da profissão, a saber, a “questão social”. De lá para cá, avanços significativos foram alcançados a partir de um intenso esforço coletivo da profissão para o melhor entendimento da “questão social”, visando uma intervenção mais qualificada – dos pontos de vista teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo – nas suas expressões cotidianas. Recentemente, na segunda década do século XXI, registra-se uma leva de produções, construídas a partir do resgate do que melhor foi erigido pela tradição crítica clássica da profissão, que visa incorporar novas dimensões constitutivas e constituintes da “questão social” no Brasil, como a superexploração da força de trabalho, o racismo estrutural, o patriarcado e diversas outras opressões existentes no modo de produção capitalista na sua fase imperialista. O presente projeto de pesquisa vem a se somar a estes esforços coletivos da profissão com o intuito de contribuir, com novas elaborações, na controvérsia sobre a origem da “questão social” no Brasil e seus elementos constitutivos e constituintes. Para isto, terá como base os estudos de clássicos do pensamento social brasileiro que se colocaram a tarefa de pensar a transição histórica entre modos de produção na segunda metade do século XIX sob a chave heurística das teorias do imperialismo, do capitalismo dependente e das lutas de classes.