Resumo do Projeto
Muito se reclama que o repertório brasileiro não é executado pelas próprias orquestras nacionais com a frequência e qualidade esperadas. Não se trata apenas de má-vontade ou provincianismo cultural por parte dos diretores artísticos dessas instituições, se bem que ambos contribuam para a situação. Devido à ausência de partes de orquestra, quando há partituras de regência, grande parte, se não mesmo a maior parte do repertório sinfônico “canônico” brasileiro não pode ser executado ou o será com partes cavadas manuscritas e há muito recopiadas. Os erros causados pela repetição acrítica deste material estão sendo perpetuados até em gravações consideradas históricas, e a falta de disponibilidade mesmo destas partes faltosas impede as novas orquestras de se apropriarem do repertório que definiria parte importante da cultura nacional. Os esforços que são feitos ocasionalmente para remediar a situação costumam cair em dois problemas: 1) falta de revisão crítica musical adequada e consequente execução com erros; 2) material digitalizado fora de padrões editoriais de qualidade. E, ainda assim, mais frequentemente do que não, este material, com todos os problemas, não se encontra plenamente disponível, mas deverá ser alugado.