Resumo do Projeto
No arco de tempo que vai do estabelecimento do Estado Liberal e do Capitalismo Fabril, no século XVIII, às suas transmutações, no século XX, respectivamente, em Estado Democrático de Direito e Capitalismo Cognitivo, concomitantemente à própria transformação da linguagem e dos conceitos, a forma-museu moderna estabeleceu-se, disseminou-se e (também) se transmutou, incorporando vários do que, neste projeto, denominamos de seus “elementos constituintes”. Por exemplo, diz-se, então, que o museu é uma instituição sem fins lucrativos; que cumpre uma função social; está a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento; que – quando se contrapõe à exemplares de cariz mais comunitário – é tido como tradicional. Porém, o que, de fato, estamos dizendo quando dizemos o que dizemos? O que a análise desses termos pode revelar da natureza dos museus que conhecemos?