Resumo do Projeto
A sepse é uma síndrome complexa caracterizada por uma resposta inflamatória exacerbada em resposta à infecção, com disfunção em múltiplos órgãos. Estima-se que a incidência global da sepse seja de 48,9 milhões de indivíduos com 11 milhões de fatalidades. A sepse bacteriana pode ser de origem polimicrobiana (perfuração intestinal) ou causada por um único microrganismo (P. aeruginosa). A malária é uma doença parasitária de importância mundial e é um grave problema de saúde pública. A malária causou 608 mil fatalidades em 2022, com 249 milhões de casos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada por inflamação crônica que causa limitação progressiva do fluxo de ar. Segundo a OMS, a DPOC é a terceira causa de morte no mundo, com milhões de fatalidades anualmente causadas pelo tabagismo. Os inibidores da tirosina cinase da família Src (SFKI) podem bloquear a resposta inflamatória. Os SFKI já são utilizados na clínica médica para tratar leucemia mielóide crônica. Recentemente, nosso grupo já mostrou potencial terapêutico do dasatinibe na sepse polimicrobiana. Nossa fauna é rica em plantas medicinais como a Arrabidaea chica Verlot que já é empregada na medicina tradicional com efeitos anti-inflamatório, antioxidante e antibacteriana. Outra abordagem terapêutica inclui a suplementação de compostos na dieta. O ômega-9, um ácido graxo, é o principal componente do azeite de oliva, presente na dieta mediterrânea. Nosso grupo mostrou o papel do ômega 9 na modulação de resposta inflamatória e no metabolismo de lipídeos na sepse experimental. O ômega 3 também está presente na dieta mediterrânea e em dietas ricas em peixes. Os ômegas 3 e 9 possuem efeitos anti-inflamatórios. Os nanossistemas, com estes ômegas, oferecem vantagens para o desenvolvimento de novas formulações farmacêuticas. Por isso, iremos testar nanoformulações em doenças inflamatórias e infecciosas de grande importância para a saúde pública.