Nº P0003/2020 Identificador do Projeto

Tempos da Educação Católica no Rio de Janeiro 1850-1930

Educação
#Educação católica #Estado e Igreja #Instituições escolares #Pensamento educacional católico
Coordenador MARCO AURÉLIO CORRÊA MARTINS
Situação & Vigência
Em andamento
01/02/2020 31/07/2026
Unidade Responsável Departamento de Fundamentos da Educação
Centro de Ensino/Pesquisa Centro de Ciências Humanas e Sociais
Um primeiro tempo de quatro vislumbrados para a educação e escolarização católica, identifica, entre 1850 e 1872 aproximadamente, os tipos de instituições escolares prevalentes no Rio de Janeiro, as diferenciações entre educação popular e elitista, o ideário educacional, as marcações de gênero e os atores principais da ação dos católicos nos meios educacionais. A marcação temporal tem como evento inicial a Reforma Couto Ferraz de 1854 e, limite, a Questão Religiosa. O primeiro evento marca um período de desenvolvimento do Estado Imperial, unido à Igreja, no qual esboça-se um projeto de educação nacional, embora vigore, com força de lei no Município Neutro. O Império alcança maior estabilidade social e política e a Igreja faz sua “reforma” cujo principal movimento é o controle eclesial e hierárquico dos padres e leigos. No limite, as relações entre Igreja e Estado estão sob suspeição por ambos os lados. A Igreja na defensiva, amalgamada pela reforma ultramontana volta-se mais para o papa que para o Imperador e toma as investidas das ideias liberais, mais comuns nas políticas de Estado e na sociedade, como inimigas. Dos conflitos possíveis na relação entre ambos, a Questão Religiosa vai tomar uma dimensão dramática. A partir de então, a Igreja foi mais ativa no discurso e numa prática de combate ao Estado liberal. Essa renhida será percebida na questão educacional e escolar. Pretende-se uma pesquisa a partir dos periódicos do período, tomados como documentos, disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. O referencial teórico está em Ricoeur (2010), em sua filosofia da história, a nos indicar a existências de temporalidades históricas sobre as quais podemos demarcar as permanências e as mudanças da história em sua relação entre presente, passado e futuro. Além disso, temos em Marshall (1967) a persecução da educação como direito social e, por contraste, apesar de sua inexistência no período, realçamos os elementos dos indícios e vestígios de sua origem.