Orientador(es): ESTHER CYTRYNBAUM YOUNG
Área temática: MEDICINA
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
Motivação: Embora o cenário mundial atual da COVID-19 seja controlado, o surgimento de novas variantes é um fato, sendo necessário um conhecimento cada vez mais detalhado do perfil clínico e sociodemográfico dos pacientes internados. Objetivo: Avaliar o impacto dos principais fatores de risco na evolução clínica da COVID-19, descrevendo características sociodemográficas e prevalência de complicações entre grupos com e sem fatores de risco em pacientes hospitalizados no HUGG. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, baseado na coleta de dados levantados por verificação direta dos prontuários dos pacientes internados por COVID-19 no HUGG entre 2020 a 2024. Foram incluídos todos os pacientes maiores de 18 anos diagnosticados com COVID-19 mediante RT-PCR e/ou TC de tórax com aspecto radiológico com padrão em vidro fosco associado a quadro clínico compatível. Os dados sociodemográficos analisados foram: idade, sexo e raça/cor. Os fatores de risco analisados foram: idosos (idade igual ou maior que 60 anos), cardiopatias, pneumopatias, diabetes mellitus (DM), tabagismo, hipertensão arterial (HAS), obesidade, imunodeficiências, neoplasias, infecção pelo HIV, nefropatias, hepatopatias, hemopatias, neuropatias, gravidez e período puerperal. Os desfechos incluíram admissão em UTI, uso de ventilação mecânica (VM) e óbito. Foram realizados testes de qui-quadrado para variáveis categóricas e regressão logística no software pacote estatístico R na versão 4.3.1 (R Commander). O nível de significância adotado foi 5% com intervalo de confiança de 95%. Resultados: A amostra incluiu 372 pacientes, majoritariamente homens e pretos/pardos. Em relação aos fatores de risco, como pode ser observado no gráfico 1, 89,2% dos pacientes apresentavam pelo menos uma condição clínica que os classificavam como grupo de risco para agravamento do quadro da infecção pelo SARS-CoV-2, conforme os critérios do Ministério da Saúde. As morbidades mais prevalentes foram HAS, idosos, DM, obesidade e cardiopatia. Entre os idosos e portadores de HAS, houve associação com internação em UTI, VM e óbito. O grupo de diabéticos apresentou associação com maior risco de internação em UTI e VM, mas não obteve resultados estatisticamente significativos para maior risco de mortalidade. O grupo de obesos não obteve resultados estatisticamente significativos para nenhum dos desfechos. Os cardiopatas se apresentaram como grupo de risco para internação em UTI e óbito, no entanto, não houve significância estatística risco de VM. Um total de 40 pacientes não integravam o grupo de risco para agravamento da COVID-19. O grupo de pacientes sem fatores de risco se apresentou como um fator de proteção para VM e óbito, no entanto, não houve significância estatística para associação com internação em UTI. Conclusões: A idade avançada e as doenças cardiovasculares foram as morbidades mais associadas a internação em UTI, uso de VM e óbito.
BRASIL. Ministério da Saúde. Covid-19 Casos e Óbitos. DATASUS (Departamento de informática do SUS). 2025. Disponível em: https://infoms.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html. Acesso em: 14 jun. 2025. CARVALHO, F. R. de S.; GOBBI, L. C.; CARRIJO‑CARVALHO, L. C.; CAETANO, A. J. F.; CASOTTI, G. C.; TIUSSI, L. M.; LOPES, M. I. G.; LYRA, M. E. D.; CAVALARI, A. L. C. F. Fisiopatologia da COVID‑19: repercussões sistêmicas. UNESC em Revista, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 170–184, 2021. Disponível em: http://200.166.138.167/ojs/index.php/revistaunesc/article/view/245. Acesso em: 29 jul. 2025. DESIDERIO, V. L. et al. Variáveis associadas ao desfecho clínico de pacientes hospitalizados por COVID-19. Revista de Medicina, [S. l.], v. 100, n. 5, p. 431–441, 2021. DOI: 10.11606/issn.1679-9836.v100i5p431-441. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/186791. Acesso em: 10 ago. 2023.