OS CAMINHOS PARA ACESSO: OS INSTRUMENTOS DE PESQUISA DOS ARQUIVOS PÚBLICOS ESTADUAIS

ANA CLARA FERNANDES DA COSTA

Apresentador(es): ANA CLARA FERNANDES DA COSTA

Orientador(es): ELIEZER PIRES DA SILVA


Área temática: ARQUIVOLOGIA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O século XIX nos direciona para a necessidade de desenvolvimento de “meios de referência” nos acervos, assim, no século seguinte, são desenvolvidos guias, inventários e catálogos como recursos de acesso. No Brasil, o termo “instrumentos de pesquisa” é normatizado com a ISAD(G) (2000) e amplamente difundido pela área, onde Bellotto (2006, p. 180) os define como "obras de referência que identificam, resumem e localizam, em diferentes graus e amplitudes, os fundos, as séries documentais e/ou as unidades documentais existentes em um arquivo permanente". O presente projeto, aprofundando o levantamento quantitativo realizado ano passado, busca analisar a realidade dos instrumentos de pesquisa dos arquivos públicos brasileiros e as suas formas de representar os acervos. Para isso, os procedimentos metodológicos adotados foram o levantamento bibliográfico, mapeamento dos instrumentos de pesquisa disponibilizados pelos sites dos arquivos e a análise crítica-comparativa de aspectos como navegabilidade e adequação conceitual do recurso disponibilizado com as normativas e dicionários da área. Os dados coletados em 2024 demonstraram que entre as 27 unidades federativas, 24 delas possuem arquivos públicos, 19 com websites institucionais e, entre eles, 17 disponibilizam instrumentos de pesquisa. Proporcionalmente, as regiões sul e sudeste apresentaram uma infraestrutura virtual mais eficaz em comparação aos arquivos de outros estados, no que diz respeito às ofertas de informações sobre o Arquivo e os acervos custodiados. No decorrer do tempo foram desenvolvidos diferentes tipos de instrumentos, as publicações, inicialmente em formato impresso, apresentavam-se de acordo com os níveis de descrição dos acervos e do público interessado. A partir de uma padronização mais sistemática da área durante a segunda metade do século XX, foram estabelecidos alguns conceitos, como: catálogo, guia e inventário, podendo ter subdivisões e, atualmente com a digitalização, observa-se o desenvolvimento de bases de dados em plataformas digitais. No contexto dos Arquivos Públicos Estaduais brasileiros, encontrou-se um total de 365 instrumentos de pesquisa, em sua maioria inventários, seguido por catálogos e guias. As regiões sul e sudeste, concentram os estados em que todos os arquivos disponibilizam instrumentos de pesquisa e, ainda, onde estão os arquivos com mais publicações, sendo eles o Arquivo Público do Estado de São Paulo e o Arquivo Público Mineiro. O número reduzido de bases de dados, oito no total, indica a baixa aderência aos recursos digitais e suas potencialidades. Diante disso, defende-se que analisar a realidade específica dos instrumentos de pesquisa, identificando suas lacunas e potencialidades, é um passo para compreender o andamento dessa adaptação ao ambiente digital pelos arquivos e o cumprimento do seu papel de mediação e acesso à informação.

Bibliografia

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. Conselho Internacional de Arquivos. ISAD(G): Norma geral internacional de descrição arquivística: segunda edição. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2000.

Palavras-chave

Arquivos públicos no ambiente digital Acesso à informação nos arquivos Descrição Arquivística Instrumentos de pesquisa em arquivos
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