CONSUMO DE FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS EM UNIVERSITÁRIOS SEGUNDO OS DIAS DA SEMANA E A PREVALÊNCIA NA POPULAÇÃO ADULTA BRASILEIRA

LARYSSA RODRIGUES FERREIRA, BEATRIZ MAJELLA BINATO, ROBSON MOURA DE OLIVEIRA, JULIA CAMPOS MONTEIRO

Apresentador(es): LARYSSA RODRIGUES FERREIRA

Orientador(es): ANA PAULA FERNANDES GOMES


Área temática: NUTRIÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

Frutas, legumes e verduras (FLV) são marcadores de alimentação saudável envolvidos com a promoção da saúde e, por isso, seu consumo é acompanhado pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL). Com base nesse acompanhamento, são estabelecidas metas para a população adulta brasileira, como a de 2030, que determina o aumento da prevalência de consumo recomendado (≥400g/dia), pela Organização Mundial de Saúde, em 30%. O objetivo deste estudo é analisar o consumo de FLV por universitários, segundo a prevalência de consumo recomendado na população adulta brasileira, e o dia da semana. Trata-se de um estudo transversal com graduandos do 5º período do curso integral de Nutrição de uma universidade federal do Rio de Janeiro, entre 2018 e 2023. Verificou-se a gramatura de FLV em dois Registros Alimentares (1 dia da semana e 1 final de semana), classificando-os em inadequado (<400g/dia) e adequado (≥400g/dia). Considerou-se também as prevalências de consumo recomendado na população adulta brasileira dispostas na série histórica 2018, 2019, 2020, 2021 e 2023 do VIGITEL, esperadas para 2022 e 2030. As variáveis categóricas estão apresentadas em frequências absolutas e percentuais e as análises foram realizadas no software SPSS. O estudo faz parte do projeto de pesquisa “Aspectos demográficos, psicossociais, clínicos, nutricionais e de estilo de vida em pessoas jovens”, sob parecer do Comitê de Ética em Pesquisa no 6.851.919. Foram analisados os dados de 282 universitários, majoritariamente do sexo feminino (88,3%); raça branca (62,2%); até 24 anos (77,3%); eutróficos, segundo o Índice de Massa Corporal (67,4%). O consumo inadequado foi prevalente tanto no dia de semana (73,6%), quanto no final de semana (89,0%). No que tange às prevalências de consumo recomendado nos graduandos por ano letivo, comparado à população brasileira, observaram-se taxas superiores nos dias da semana na maioria dos anos (2018: 36,7% x 23,1%; 2020: 30,2% x 22,5%; 2021: 24,3% x 22,1%; 2022: 23,3% x 21,5% e 2023: 27,3% x 21,4%), excetuando 2019 (17,9% x 22,9%), quando a prevalência foi 5 pontos percentuais abaixo da população brasileira, o que equivale a uma diferença de -21,83%. No entanto, comportamento distinto foi encontrado no final de semana, sendo a prevalência inferior à da população brasileira em todos os anos (2018: 11,8% x 23,1%; 2019: 14,3% x 22,9%; 2020: 16,3% x 22,5%; 2021: 2,7% x 22,1%; 2022: 9,6% x 21,5%; 2023: 12,1% x 21,4%), especialmente em 2021, quando ela foi 87,8% menor nos universitários. Os resultados são preocupantes, visto que, apesar dos graduandos terem apresentado taxas de prevalência de consumo adequado de FLV, no dia da semana, superiores às da população adulta brasileira, no final de semana elas foram expressivamente inferiores, e o não alcance da recomendação foi majoritário, o que poderá indicar dificuldades no esperado aumento para 2030.

Bibliografia

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. Brasília, 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2006-2023: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica do estado nutricional e consumo alimentar nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal entre 2006 e 2023: estado nutricional e consumo alimentar. Brasília, 2024a. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Caderno de Indicadores do Plano de Dant 2021-2030. Brasília, 2024b.

Palavras-chave

universidades alimentos in natura recomendações nutricionais
Voltar