Orientador(es): LUCIANA MOREIRA LIMA
Área temática: MEDICINA
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
A prevalência de sintomas de depressão e ansiedade na comunidade universitária constitui um desafio crescente para a saúde pública, com repercussões no desempenho acadêmico, na permanência estudantil e no bem-estar dos indivíduos. O ambiente acadêmico impõe elevadas demandas emocionais, cognitivas e sociais, favorecendo o desenvolvimento e a intensificação de transtornos mentais, sobretudo entre estudantes. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes, professores e técnicos-administrativos em educação (TAE) de uma universidade pública, bem como identificar diferenças associadas ao sexo biológico. Trata-se de um estudo transversal, observacional e analítico, com participação voluntária de 720 indivíduos que aceitaram voluntariamente participar da pesquisa, por meio da assinatura digital do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo 527 estudantes, 96 professores e 97 TAE. A coleta foi realizada por meio de questionário eletrônico, incluindo a aplicação do Inventário de Depressão de Beck (BDI) e do Inventário de Ansiedade de Beck (BAI). A análise estatística foi realizada no software R, utilizados testes adequados para variáveis contínuas e categóricas com nível de significância estatística de 5% (p<0,05). Os resultados evidenciaram que os estudantes apresentaram maiores prevalências de sintomas moderados a severos tanto de depressão (27,9%) quanto de ansiedade (22,0%), além de maior proporção de casos severos (14,0% e 12,7%, respectivamente), em comparação a professores e TAE, cujas taxas foram significativamente inferiores. A análise estratificada indicou que as mulheres obtiveram escores mais elevados em todos os domínios clínicos dos inventários, revelando maior vulnerabilidade feminina no contexto acadêmico. Professores e TAE apresentaram distribuições semelhantes, concentradas em sintomas leves ou ausentes. Conclui-se que os estudantes, especialmente as mulheres, são o grupo mais suscetível a manifestações graves de ansiedade e depressão, o que ressalta a necessidade de políticas institucionais específicas voltadas à promoção da saúde mental e ao suporte psicológico diferenciado. Esses achados apontam para a importância de estratégias preventivas e de acompanhamento contínuo, capazes de contemplar as particularidades dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica e de mitigar os impactos desses transtornos no desempenho e qualidade de vida dos indivíduos.
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