Orientador(es): MARIA JOSÉ CARDOSO LEMOS
Área temática: LETRAS
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
¹Mika Siqueira Cordero (IC UNIRIO) Maria Eduarda Piliçari (IC UNIRIO) Wilner Mendes IC UNIRIO) ¹Maria José Cardoso Lemos (Orientadora) ¹- Departamento de Letras (IC - UNIRIO); Centro de Letras e Artes; Universidade Federal do Rio de Janeiro Apoio financeiro UNIRIO Palavras chaves: LÉSBICA; POEMAS; CRITICA INTRODUÇÃO: A pesquisa tem como finalidade o estudo das obras de Elayne Baeta (1997-), mais especificamente o segundo livro Oxe Baby (2021). O livro em forma de diário traz escritos e desenhos feitos pela autora ao longo dos anos. As artes e manuscritos feitos pela autora trabalham com diversos temas recorrentes como amor, perda, erotismo, violências e família. Baeta é abertamente lesbica e comenta sobre esse tema em suas redes sociais, livros e podcasts. Em seus livros a ótica lésbica desfemina é muito recorrente. Seu livro de poemas Oxe baby não é tão famoso quanto seu primeiro livro O amor não é óbvio (2019), mas ainda é muito aclamado na sua comunidade de leitoras. Além de abordar a escrita de Elayne também foi estudado o texto de Carolina Almeida Heterossexualidade compulsória, existência lésbica e crítica literária esse texto teve como referencia o texto de Adrianne Rich Heterossexualidade compulsória, existência lésbica e terá o recorte de como a crítica lida com textos ditos “fora do tema de universalidade”. OBJETIVO: Pesquisar a relação entre o lirismo lésbico de Elayne Baeta e a crítica hegemônica heteronormativa, que Carol Almeida critica em seu texto Heterossexualidade compulsória, existência lésbica e crítica literária. METODOLOGIA: A metodologia teve como base ler e os textos apresentados ao longo dos encontros como o de Almeida e o de Rich e outros presentes no plano de estudos do orientando. Foi necessário a leitura do livro Oxe Baby da autora Elayne Baeta selecionado pelo aluno. Analisando os contextos biográficos e entrevistas feitas pelo autor. RESULTADO: Elayne Baeta é abertamente lesbica e fala sobre esse tema em suas redes sociais, livros e podcasts. Sua vivência enquanto mulher lesbica inspira outras mulheres lésbicas ao longo do país criando uma grande comunidade, que se sente representada. O poema fronteira (Oxe Baby, 2021) apresenta um lado da vivência lesbica mais sombrio e infelizmente ainda real nos dias de hoje, o lesbicidio. Apresento este poema aqui para ajudar a ilustrar melhor a análise. fronteira seis balas em um revólver. se você jurar que deixará de amar garotas, deixamos você passar. cinco balas em um revólver. O poema tem três versos de caráter narrativo e repetitivo, que só muda o número de balas restantes, mostrando uma sequência de eventos. Outro fator que pode ser analisado é que, assim como Manuel Bandeira em suas obras, era comum o uso de um verso é maior que o restante, representando um direcionamento para a prosa. A parte semântica do texto trabalha com uma história que permeia a sociedade. O lesbicidio. Não há escapatória para esse eu lírico e por mais que não tenha uma marcação de gênero está implícito o fato de que se trata de um eu lírico feminino, pois em uma sociedade heteronormativa não faria sentido punir um garoto por gostar de garotas. O livro “Oxe baby” de onde esse poema vem, trabalha com a vivência lesbica, desde seus amores até os preconceitos vividos. Com uma formatação similar a um diário íntimo, o livro acaba fazendo referência de como a escrita de mulher se iniciou. O Oxe baby acaba remetendo a uma intimidade, que traz muita curiosidade ao público
REFERÊNCIAS: BAETA, ELAYNE. OXE BABY (1a EDIÇÃO). RIO DE JANEIRO: GALERA RECORD, 2021) ALMEIDA, CAROL. Heterossexualidade compulsória, existência lesbica e crítica literária (1a EDIÇÃO Rio de janeiro, 2019) RICH, ADRIENNE. Heterossexualidade compulsória e existência lesbica (1a EDIÇÃO 1980)