CONSUMO DE XANTHOSOMA E TÉCNICAS DIETÉTICAS E CULINÁRIAS APLICADAS A SUAS FOLHAS E RIZOMAS

GIOVANNA ANDRIOLE PELLEGRINO; PRISCILA GOTTGTROY GOIS2; ELAINE CRISTINA DE SOUZA LIMA3; ELLEN MAYRA MENEZES AYRES3,4

Apresentador(es): GIOVANNA ANDRIOLE PELLEGRINO

Orientador(es): ELLEN MAYRA MENEZES AYRES


Área temática: NUTRIÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O Brasil possui uma grande variedade de plantas alimentícias não convencionais ( PANCs), sendo a taioba verde (Xanthosoma sagittifolium) e a taioba roxa (Xanthosoma violaceum) algumas delas. A taioba é uma hortaliça folhosa e rizomatosa, que apesar de não fazer parte da cultura alimentar da maioria da população aqui no Brasil, ela apresenta um grande papel na promoção da segurança alimentar em países da África. A taioba não faz parte do circuito de circulação comercial de abastecimento de alimentos, sendo encontrada em feiras de produtos orgânicos e agroecológicos, sendo as folhas mais consumidas que os rizomas. A taioba é utilizada, por exemplo, em substituição da couve (convencionais) em pratos típicos de Minas Gerais. O objetivo desse estudo foi reunir e analisar as evidências científicas sobre as formas de consumo e as técnicas dietéticas e culinárias aplicadas às folhas e rizomas de Xanthosoma spp., destacando seu potencial gastronômico e nutricional, além de apontar estratégias para ampliar seu uso seguro e diversificado na alimentação humana no cotidiano e na indústria. Logo, uma revisão narrativa da literatura em bases de dados como PubMed, Google Scholar, SciELO e Science Direct foi realizada. Na pesquisa se utilizou os descritores do gênero Xanthosoma como “Xanthosoma sagittifolium” e “Xanthosoma violaceum”, “taioba”, “uso culinário”, “antinutrientes”, “culinária” e “consumo alimentar” tanto em português como em inglês. Foram incluídos estudos que abordassem o uso culinário tradicional e industrial das folhas e rizomas, bem como técnicas dietéticas que reduzissem fatores antinutricionais. Não houve um período datado para a busca, devido à insuficiência de publicações específicas sobre a taioba, especialmente a roxa. Os resultados mostram que as folhas de X. sagittifolium são comumente empregadas em receitas caseiras e tradicionais, como refogados, recheios de panquecas, saladas e massas. Recomenda-se a ingestão com o uso de folhas jovem por serem macias e exigirem menor tempo de cocção, o branqueamento prévio para inativação enzimática (peroxidase, polifenoloxidase, lipoxigenase) e redução de compostos antinutricionais como oxalatos e fitatos. Os rizomas, por sua vez, são menos consumidos no Brasil, mas têm uso frequente em outros países, podendo ser preparados cozidos, fritos, caramelizados ou em forma de chips. Na indústria alimentícia, a farinha dos rizomas é utilizada na produção de pães, biscoitos, macarrão, nuggets e outros produtos processados, sendo valorizada por não conter glúten e possuir amido de fácil digestão. Historicamente, a taioba foi incorporada à culinária brasileira desde o período colonial, presente em preparações afro-brasileiras como o caruru. Apesar desse legado, a planta não é mais vista frequentemente nas dietas contemporâneas. O consumo de Xanthosoma apresenta grande potencial para diversificar a alimentação brasileira, contribuir para a segurança alimentar e agregar valor nutricional e cultural às dietas. Com o uso de técnicas culinárias adequadas, como o cozimento e o branqueamento, que garantem a segurança, os nutrientes e a palatabilidade do alimento, viabilizando sua maior aceitação. A pesquisa reforça a importância de valorizar o consumo de PANCs e sugere que a inovação na indústria alimentícia pode ser um caminho para introduzir a taioba na indústria de alimentos e na alimentação cotidiana.

Bibliografia

Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas (2021) Authors: Kinupp, Valdely Ferreira.

Palavras-chave

taioba verde taioba roxa plantas alimentícias não-convencionais cozinhar alimentação
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