RASTREAMENTO DE DEPRESSÃO, ANSIEDADE E SOFRIMENTO MENTAL NA COMUNIDADE ACADÊMICA

KATHLEEN FERREIRA DA SILVA

Apresentador(es): KATHLEEN FERREIRA DA SILVA

Orientador(es): LUCIANA MOREIRA LIMA


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC - AF


Resumo

Transtornos mentais comuns, como ansiedade e depressão, constituem importantes desafios de saúde pública que afetam negativamente estudantes, professores e técnico-administrativos em educação (TAE). No meio acadêmico, associa-se ao baixo desempenho acadêmico, absenteísmo e afastamentos. Contudo, análises comparativas entre diferentes segmentos da mesma instituição ainda são escassas, dificultando a formulação de políticas institucionais eficazes de saúde mental. Este estudo buscou analisar e comparar indicadores de saúde mental, condições clínicas e características sociodemográficas entre estudantes, professores e TAE da UNIRIO, visando contribuir para o desenvolvimento de políticas institucionais em saúde mental. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, quantitativo e transversal, com 720 participantes que aceitaram voluntariamente participar da pesquisa, por meio da assinatura digital do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A coleta dos dados se deu por meio de um questionário eletrônico enviado por e-mail a toda a comunidade acadêmica durante os meses de fevereiro e março de 2025. Foram coletados dados sociodemográficos, condições clínicas autorreferidas, prática e intensidade de atividade física, além de dados de peso e altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Além disso, foram aplicados três instrumentos padronizados para avaliação da saúde mental: o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI), o Self-Reporting Questionaire (SRQ-20) e o Inventário de Depressão de Beck (BDI). A análise estatística foi realizada no software R, utilizados testes adequados para variáveis contínuas e categóricas com nível de significância estatística de 5% (p<0,05). A amostra apresentou predominância feminina (72,3%) (n=729). A comparação do IMC entre os três grupos não revelou diferenças significativas através do teste de Kruskal-Wallis e o teste de Dunn. Enquanto os níveis de ansiedade (BAI) apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos (p<0,001), sendo mais elevados entre estudantes, com 63% de prevalência em comparação a TAE 46,4% (p=0,0002) e professores 31,3% (p=0,0001). Professores e TAE não diferiram significativamente (p=0,1180). O SRQ-20 também indicou diferenças significativas entre os grupos (p<0,001), com estudantes apresentando maiores escores com prevalência de 57,3%, seguidos por TAE com 33%, e professores com os melhores indicadores 31,2% (p=0,018). No rastreio de depressão(BDI) a prevalência de sintomas sugestivos entre os grupos foi de 73,4%, 52,1% e 56,6%, respectivamente. Conclui-se que os estudantes são os mais afetados por sintomas graves de ansiedade e sofrimento mental, enquanto professores apresentam melhores condições. Esses achados reforçam a necessidade de políticas institucionais específicas voltadas ao suporte psicológico dos estudantes, visando a promoção da saúde mental e a melhoria do desempenho acadêmico.

Bibliografia

Cai J, Wang Y, Wang C, Deng ZY, Mu YF, Deng AP, et al. Mental health problems and associated factors of students at different learning stages during and after COVID-19 pandemic in Sichuan, China. BMC Psychiatry. 2025;25(1):144. GBD 2019 Mental Disorders Collaborators. Global, regional, and national burden of 12 mental disorders in 204 countries and territories, 1990–2019: a systematic analysis for

Palavras-chave

Saúde mental Depressão Ansiedade
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