Orientador(es): FELIPE DE MORAES BORBA
Área temática: CIÊNCIA POLÍTICA
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
A pesquisa teve como motivação compreender as dinâmicas da violência política brasileira. O trabalho teve como objetivo averiguar quais foram os tipos de violência mais recorrentes ao longo dos trimestres compreendidos (3o trimestre de 2024 a 2o trimestre de 2025). Foram utilizados os dados dos boletins publicados pelo Observatório de Violência Política e Eleitoral (OVPE) nas edições número 19 (julho-setembro 2024), 20 (outubro-dezembro 2024), 21 (janeiro-março 2025)e 22 (abril-junho 2025). Os dados do boletim foram obtidos a partir do banco de dados do OVPE, que compila dados de violência contra políticos, e publica relatórios trimestrais. O autor do trabalho participou tanto da coleta de dados quanto da confecção dos boletins. O OVPE classifica os tipos de violência em cinco: violência física, casos em que se intenta causar dano físico à vítima; violência psicológica, casos que têm por objetivo afetar o estado mental e emocional das vítimas; violência econômica, cujo objetivo dos agressores é lesar bens físicos ou financeiros das vítimas; violência sexual, casos em que o agressor possui comportamentos sexuais inadequados em relação à vítima; e violência semiótica, que consiste no uso de recursos simbólicos para agredir vítimas de um grupo social específico, marginalizado na sociedade, reafirmando a hierarquia social vigente. A cada boletim publicado, foi reportado o número de casos no trimestre por cada tipo de violência. A partir desses dados, chegou-se aos resultados deste trabalho. No boletim número 19, que compreende o período de julho a setembro de 2024, num total de 338 casos registrados, foram: 179 casos (53%) de violência física, 90 casos (26,6%) de violência psicológica, 36 casos (10,7%) de violência econômica, 28 casos (8,3%) de violência semiótica e 5 casos (1,5%) de violência sexual. No boletim número 20, que compreende o período de outubro a dezembro de 2024, num total de 144 casos registrados, foram: 65 casos (45,1%) de violência física, 50 casos (34,7%) de violência psicológica, 16 casos (11,1%) de violência semiótica, 12 casos (8,3%) de violência econômica e 1 caso (0,7%) de violência sexual. No boletim número 21, que compreende o período de janeiro a março de 2025, num total de 140 casos registrados, foram: 65 casos (46,4%) de violência física, 34 casos (24,3%) de violência psicológica, 31 casos (22,1%) de violência semiótica, 9 casos (6,4%) de violência econômica e 1 caso (0,7%) de violência sexual. Por fim, no boletim número 22, que compreende o período de abril a junho de 2025, num total de 130 casos foram: 63 casos (48,5%) de violência psicológica, 33 casos (25,4%) de violência física, 27 casos (20,8%) de violência semiótica, 7 casos (5,4%) de violência econômica, e nenhum de violência sexual. Observou-se, ao longo do período, que os casos mantiveram um padrão. Em três dos quatro trimestres, com exceção do último, a violência física foi o tipo mais comum, enquanto a sexual foi a menos comum em todos.
GIEL. Livro de Códigos. Rio de Janeiro: GIEL, 2024. Disponível em: [http://giel.uniriotec.br/files/Livro%20de%20Códigos.pdf]. Acesso em 22 ago. 2025.