ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO BANCO DE DADOS DO SERVIÇO DE CIRURGIA TORÁCICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE – UNIRIO

MARIANA BASTOS RODRIGUES DOS SANTOS

Apresentador(es): MARIANA BASTOS RODRIGUES DOS SANTOS

Orientador(es): MARIA RIBEIRO SANTOS MORARD


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

INTRODUÇÃO: A cirurgia torácica é uma especialidade cirúrgica terciária que contempla uma ampla gama de patologias e procedimentos. Com o avanço tecnológico, houve o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, que ampliaram o arsenal terapêutico da especialidade. Apesar da grande quantidade de trabalhos científicos brasileiros publicados anualmente, poucos têm foco na análise epidemiológica dos pacientes por trás das intervenções estudadas. Para suprir essa lacuna, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) criou um banco de dados em 2015. De modo semelhante, o Serviço de Cirurgia Torácica do HUGG (SCT) mantém registros sistemáticos desde 1994, contemplando todos os procedimentos realizados. OBJETIVO: Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no SCT nos últimos 29 anos. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo. Os dados utilizados foram coletados dos Livros do SCT. Estes dados foram complementados com a análise dos prontuários, livros de registro do centro cirúrgico, do CTI e dos laboratórios de Anatomia Patológica e Patologia Clínica do HUGG. As informações colhidas foram digitadas e analisadas usando o programa Microsoft Excel®. RESULTADOS: Os dados analisados correspondem ao período de 09/1994 a 05/2025. Foram incluídos 3240 procedimentos realizados em 1563 pacientes do sexo feminino (48,7%), 1648 do sexo masculino (51,3%) e, em 29 casos, o sexo biológico do paciente não foi notificado. Quanto à localização, 1322 (40,8%) dos procedimentos foram realizados em hemitórax direito, 1002 (30,9%) no esquerdo e 920 em outras localizações, incluindo os 2 hemitóraces, a região cervical e o mediastino. No que concerne às abordagens, 1768 (54,6%) foram terapêuticas, 722 (22,3%) foram diagnósticas e 750 foram diagnósticas e terapêuticas. Dentre os 3208 diagnósticos iniciais mais abordados, tivemos 1119 (34,9%) derrames pleurais, 539 (16,8%) massas, tumores e nódulos, 264 (8,2%) empiemas pleurais, 222 (6,9%) pneumotórax, 88 (2,7%) neoplasias malignas confirmadas e mais 976 diagnósticos em menores porcentagens individuais, como hiperidrose, intubação orotraqueal prolongada, tuberculose. os demais 32 diagnósticos não mencionados ainda estão sendo esclarecidos pela equipe de pesquisa. Por fim, o local de origem da maioria dos pacientes atendidos pelo Serviço de Cirurgia Torácica são advindos das enfermarias do hugg (1963; 71,1%). CONCLUSÕES: A análise preliminar não identificou diferença estatística entre os sexos, embora haja leve predomínio masculino. A maioria dos procedimentos foi unilateral, com discreto predomínio do hemitórax direito, sendo os pleurais os mais frequentes. Trata-se de recorte de projeto de IC em andamento, em expansão com dados de outros serviços e prontuários. Esses resultados contribuem para a caracterização epidemiológica da população atendida pelo SCT e para o avanço científico da especialidade.

Bibliografia

SEDER, C. W. et al. The Society of Thoracic Surgeons General Thoracic Surgery Database Update on Outcomes and Quality. The Annals of Thoracic Surgery, v. 101, n. 5, p. 1646–1654, maio 2016. BADE, B. C.; DELA CRUZ, C. S. Lung Cancer 2020: Epidemiology, Etiology, and Prevention. Clinics in Chest Medicine, Lung Cancer: Part I. v.41, n. 1, p. 1–24, 1 mar. 2020. MUMMADI, S. R. et al. Epidemiology of Adult Pleural Disease in the United States. Chest, v. 160, n. 4, p. 1534–1551, out. 2021.

Palavras-chave

cirurgia torácica banco de dados epidemiologia
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