AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO DHA EM CÉLULAS BEND.3 ESTIMULADAS COM ESCHERICHIA COLI

JULIANA SANTIAGO GUEDES SARAIVA, GABRIELLE LACERDA DE SOUZA GOMES, BIANCA PORTUGAL TAVARES DE MORAES, PATRÍCIA TORRES BOZZA, HUGO CAIRE DE CASTRO FARIA NETO, ADRIANA RIBEIRO SILVA, CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE

Apresentador(es): JULIANA SANTIAGO GUEDES SARAIVA

Orientador(es): CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE, GABRIELLE LACERDA DE SOUZA GOMES, BIANCA PORTUGAL TAVARES DE MORAES


Área temática: BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: Discente com bolsa externa à UNIRIO


Resumo

A sepse é uma inflamação generalizada que ocorre devido a uma infecção patogênica no hospedeiro e pode resultar em neuroinflamação, liberação de espécies reativas a oxigênio (EROs) e rompimento da barreira hematoencefálica (BHE). O quadro séptico é responsável por cerca de 11 milhões de mortes por ano no mundo e ainda não possui um tratamento específico, por isso, buscam-se alternativas terapêuticas para amenizar as sequelas. O ácido docosahexaenoico (DHA) é o ômega 3 mais abundante no cérebro, reconhecido na literatura por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Nesse contexto, essa pesquisa objetivou avaliar os efeitos in vitro do DHA na resposta antioxidante de células endoteliais cerebrais de linhagem murina estimuladas com Escherichia coli (E. coli) para mimetizar mecanismos inflamatórios. Para isso, células bEnd.3 foram pré-tratadas com DHA na concentração de 100μM e estimuladas com E. coli no MOI 100. O sobrenadante foi coletado após 24 horas para avaliação da citotoxicidade por LDH. O lisado celular foi coletado após 1 e 3 horas para detecção de NRF2 e GPX4 por Western Blotting. As células foram fixadas após 3 e 24 horas para detecção de NRF2 e Ocludina por imunofluorescência. Nenhuma das condições experimentais afetou a viabilidade celular. A expressão de NRF2 aumentou nos grupos submetidos apenas ao pré-tratamento ou apenas à estimulação, conforme esperado, pois essa proteína é ativada por estímulos bacterianos e pelo DHA, contribuindo para a melhora da resposta antioxidante celular. Contudo, no grupo pré-tratado e estimulado, a expressão de NRF2 foi reduzida em relação ao grupo estimulado isoladamente, sugerindo que o DHA pode diminuir a necessidade de ativação compensatória dessa via. A expressão da enzima antioxidante GPX4 foi reduzida no grupo estimulado, comparado ao controle, indicando que a bactéria pode induzir a diminuição dessa proteína. Entretanto, o pré-tratamento com DHA resultou em aumento da expressão de GPX4 em relação ao grupo estimulado, sugerindo melhora da capacidade antioxidante celular promovida pelo DHA. Quanto à ocludina, sua expressão foi reduzida no grupo estimulado por E. coli em relação ao controle, indicando possível comprometimento das junções de oclusão e aumento da permeabilidade da barreira. No grupo pré-tratado com DHA e estimulado, houve aumento da expressão de ocludina em comparação ao grupo estimulado isoladamente, indicando efeito protetor do DHA sobre a integridade das junções de oclusão. Dessa forma, foi possível observar que o pré-tratamento com DHA em células bEnd.3 exerceu efeito protetor, melhorando a defesa antioxidante frente à estimulação por E. coli.

Bibliografia

BARICHELLO, Tatiana et al. The blood-brain barrier dysfunction in sepsis. Tissue barriers, v.9, n.1, p.1840912, 2021. GUARINO, Matteo et al. 2023 update on sepsis and septic shock in adult patients: management in the emergency department. Journal of clinical medicine, v.12, n.9, p.3188, 2023. LAYÉ, Sophie et al. Anti-inflammatory effects of omega-3 fatty acids in the brain: physiological mechanisms and relevance to pharmacology. Pharmacological reviews, v.70, n.1, p.12, 2018.

Palavras-chave

ômega 3 ácido docosahexaenoico estresse oxidativo neuroinflamação
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