SEXUALIDADE, GÊNERO QUEER E A VIOLÊNCIA DA HETEROSSEXUALIDADE COMPULSÓRIA

JOÃO AUGUSTO LIMA PIMENTA

Apresentador(es): JOÃO AUGUSTO LIMA PIMENTA

Orientador(es): GISELE SILVA ARAUJO


Área temática: CIÊNCIAS SOCIAIS

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O seguinte trabalho foi motivado pelas consecutivas ondas do conservadorismo mundialmente, a medida que lideranças fascistas utilizam da causa LGBT como arma para causar pânico através do discurso de ódio. É visto que esse tipo de política de repressão passa desde a censura contra as expressões artísticas da comunidade, até na limitação, ou até mesmo retrocesso da conquista dos direitos pela igualdade. A pesquisa busca compreender a relação entre os aspectos conservadores do fascismo e a propagação do violento discurso moralizador cisheteronormativo, que tem alcançado ampla adesão de camadas populares, assim como seu apoio em medidas discriminatórias de forma institucionalizada. A metodologia escolhida foi uma análise teórica de forças políticas em disputa através da leitura sociológica do campo da teoria queer. A teoria queer é uma corrente pós-identitária da sociologia que busca compreender o gênero e a sexualidade como construção social, rejeitando as ideias que afirmam suas ligações com um princípio binário ou fundamentalmente biológico. O termo queer originalmente é uma palavra usada de maneira pejorativa que se dirigia a pessoas da comunidade LGBT, e que foi reapropriado por movimentos sociais como um termo de identificação abrangente para todos os membros da comunidade. Pouco tempo depois, a palavra foi introduzida e aos poucos aceita na academia. Essa teoria também procura se aprofundar nas relações identidade e sociedade, assim como questionar as dicotomias homem x mulher, heterossexual x homossexual. A teoria pode abranger a sociologia, sexualidade, cultura, psicologia, arte e muitos outros aspectos. Sobretudo, o principal foco desse estudo está nas expressões e identidades consideradas subversivas e desviantes da norma social imposta pela heteronormatividade. Os autores utilizados auxiliam a compreender não apenas a maneira como historicamente esses discursos conservadores criaram uma base, mas como continuam mantendo uma grande influência até os dias de hoje através de aspectos como religião, poder e relações produtivas. Dessa forma, a pesquisa busca alcançar como resultado uma análise dos fenômenos anti-LGBT recentes na política e suas formas de enfrentamento. A pesquisa tem conclusões parciais e pretende-se que siga em trabalhos futuros.

Bibliografia

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. 1976 MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas. 1935. BUTLER, Judith. Problemas de gênero. 1990. KOSOFSKY SEDWICK, Eve. A epistemologia do armário. 1991. BUTLER, Judith. Discurso de ódio: uma política do performativo. 2021

Palavras-chave

sexualidade fascismo gênero sociologia
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