IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS ASSISTENCIAIS POR DISCENTES DE CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM

LUCAS ALVES BATISTA DA SILVA

Apresentador(es): LUCAS ALVES BATISTA DA SILVA

Orientador(es): RENATA FLÁVIA ABREU DA SILVA


Área temática: ENFERMAGEM

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC/EM


Resumo

Estudo descritivo e quantitativo, tendo como cenário o ambiente virtual; o objetivo geral era descrever se os riscos assistenciais são identificados por profissionais e discentes de cursos de Técnico de Enfermagem. Convidou-se adultos acima de 18 anos; independente de gênero por meio link ou QRCode contendo o convite, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o Jogo dos 7 Riscos. O tema escolhido foi a área hospitalar, especificamente um ambiente compatível com uma enfermaria, para que fosse de fácil identificação pelos participantes. Participaram um discente de curso de nível médio e cinco técnicos de enfermagem, sendo duas pessoas do gênero masculino, três do gênero feminino e uma não binária. Os profissionais têm média de 3 anos de formados e o discente, 1 ano. O discente estuda em escola privada e entre os profissionais, cinco estão trabalhando, sendo dois em instituição privada e três em pública. Quanto à temática de Segurança do Paciente, todas as pessoas informaram terem tido contato ainda no curso de formação. A identificação de riscos assistenciais pelos participantes apresentou variabilidade de percepção. Riscos relacionados à identificação da paciente, prescrição médica sem a dose definida e administração sem identificação da via foram reconhecidos por 50% (n=3) dos participantes, indicando que aspectos mais evidentes ou rotineiros do cuidado hospitalar são prontamente percebidos. Por outro lado, situações como administração de dose dobrada, alergia não identificada e medicamento não identificado pelo nome foram identificadas por apenas 33,3% dos participantes, evidenciando lacunas na percepção de riscos que exigem atenção mais detalhada. É importante destacar que o risco de queda devido a medicamento não foi identificado por nenhum participante, mostrando que certos riscos menos perceptíveis ou indiretos podem passar despercebidos, mesmo em cenários simulados. A análise sugere que, embora os participantes possuam conhecimento sobre riscos clássicos e evidentes no ambiente hospitalar, há necessidade de reforço na identificação de situações menos explícitas. Nesse sentido, recomenda-se a implementação de treinamentos periódicos e a utilização contínua de cenários simulados, de forma a expor os discentes e profissionais técnicos de enfermagem a diferentes contextos de risco, incluindo aqueles menos visíveis, como falhas na comunicação e riscos ergonômicos. Além disso, a introdução de estratégias lúdicas e interativas, como jogos e simulações digitais, pode aumentar o engajamento e a retenção do conhecimento, tornando o aprendizado mais dinâmico e próximo da realidade do ambiente hospitalar. Esses dados evidenciam que, embora haja familiaridade com práticas de segurança mais óbvias, ainda existe necessidade de atenção ao desenvolvimento da percepção de riscos mais sutis no cotidiano hospitalar.

Bibliografia

BRASIL, Ministério da Saúde. Documento de Referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/ prt0529_01_04_2013.html CEE. Conselho Estadual de Educação. Deliberação 378/2020 - Diretrizes Curriculares Estaduais para o Curso Técnico em Enfermagem no âmbito do estado do Rio de Janeiro. Disponível em: https://www.cee.rj.gov.br/deliberacoes/D_2020-378.pdf WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO patient safety curriculum guide: multi- professional edition, 2011. Disponível em: https://www.who.int/patientsafety/education/mp_curriculum_guide/ en/ WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global patient safety action plan 2021–2030: towards eliminating avoidable harm in health care [online]. 2021. Geneva: World Health Organization [Acessado 09 Dezembro 2023]. Disponível em: https://www.who.int/teams/integrated-health-services/patient-safety/policy/global- patient-safety-action-plan

Palavras-chave

Segurança do Paciente; Riscos; Técnicos de Enfermagem; Estudantes de Enfermagem; Gamificação; Ensino.
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