EFEITO DO BOSUTINIBE NA NEUROINFLAMAÇÃO EM MODELO DE SEPSE EXPERIMENTAL

LUIZA ALVES NUNES

Apresentador(es): LUIZA ALVES NUNES

Orientador(es): CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE


Área temática: BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC/EM


Resumo

Sepse é a resposta imunológica descontrolada de um organismo a um agente infeccioso, podendo levar o hospedeiro a óbito. Acomete uma grande porção de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva, sendo a causa do desenvolvimento de encefalopatia associada à sepse, síndrome neurológica grave decorrente do quadro séptico. Assim, a fim de reverter essa persistente patologia, realça-se a necessidade de elaborar novas abordagens terapêuticas. Visando seu caráter inflamatório sistêmico, essas inovações se baseiam na utilização de fármacos com propriedades imunomoduladoras. Dessa forma, fundamentado em estudos, o uso de inibidores da tirosina quinase - como, o bosutinibe, apresenta potencial terapêutico. O bosutinibe é um fármaco aprovado para o tratamento de leucemia mielóide crônica. O bosutinibe apresentou excelente resposta para a redução da neuroinflamação, redução do recrutamento de leucócitos, de forma a diminuir o escore clínico e aumentar a sobrevida de animais sépticos. Por isso, tenta-se avaliar seu efeito na via molecular do receptor do tipo Toll 4. Seu perfil de toxicidade hematológica é mais favorável, quando comparado a demais inibidores. Para a realização dos experimentos, os camundongos Swiss foram induzidos à sepse por meio de ligadura e punção do ceco (CLP). Os camundongos foram divididos em dois grupos principais: Sham (animais controle da cirurgia) e CLP (animais induzidos à sepse). Esses dois grupos foram divididos novamente entre os que recebem tratamento - bosutinibe na dose de 3 mg/kg diluído em DMSO e salina - e os que não, para fins comparativos. A divisão é, portanto: Sham + bos, Sham + veículo, CLP + bos e CLP + veículo. O tratamento é feito 30 min antes da cirurgia e 6 h após por gavagem. Após a cirurgia, os camundongos recebem o antibiótico meropenem e reposição volêmica. Foram realizadas análises bioquímicas para a quantificação da presença de albumina, creatinina, lactato e ureia nas amostras de sangue coletadas após 24 h. Além disso, foi realizado western blotting para analisar a concentração de p-AKT, p-ERK e p-STAT3 - proteínas importantes para a resposta inflamatória, presentes na via de sinalização celular do TLR4. A expressão das proteínas analisadas no tecido cerebral não apresentou redução significativa, apenas a p-AKT demonstrou potencial redução. Os resultados das análises bioquímicas também não demonstraram diferença significativa. Vale ressaltar que as marcações no Western Blotting ainda não foram normalizadas com as formas totais das proteínas, nem com as proteínas de controle de carregamento. Mas experimentos são necessários para confirmar os resultados obtidos até o momento.

Bibliografia

CUNHA, C. M. C. et al. Bosutinib mitigates inflammation in experimental sepsis. European Journal of Clinical Investigation, p. e70055, 2025. LOBO, Suzana Margareth et al. Mortalidade por sepse no Brasil em um cenário real: projeto UTIs Brasileiras. Revista brasileira de terapia intensiva, v. 31, n. 1, p. 1-4, 2019. DE SOUZA BUBIAK, Anielle et al. DANOS ENCEFÁLICOS COMO RESULTADO DA ATIVAÇÃO DA MICROGLIA NA ENCEFALOPATIA ASSOCIADA A SEPSE. REVISTA FOCO, v. 17, n. 7, p. e5630-e5630, 2024.

Palavras-chave

Sepse; bosutinibe; Neuroinflamação; Imunomodulação
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