A ESTÉTICA DO CORPO NA CULTURA BRASILEIRA

LYVIA VARGAS MONTEIRO

Apresentador(es): LYVIA VARGAS MONTEIRO

Orientador(es): NILTON JOSÉ DOS ANJOS DE OLIVEIRA


Área temática: FILOSOFIA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O desenvolvimento tecnológico vêm transformando radicalmente a nossa relação com o trabalho e, portanto, com o mundo. Esta é uma das investigações necessárias para entender a expulsão dos intelectuais do mercado de trabalho e, no caso da filosofia, em quase todos os âmbitos. Com a implementação da reforma do ensino médio no Brasil (Lei nº 13.415/2017), houve uma diminuição de vagas e carga horária de Filosofia, dentre as disciplinas dissolvidas em áreas mais abrangentes, como projeto de vida, ou laboratório de ciências humanas. Diante desse contexto, há uma necessidade de observar a dissolução dos intelectuais do mercado de trabalho, sobretudo com novas tecnologias em ascensão. Pretendo, neste resumo, abordar um recorte acerca das barreiras que pesquisadores e intelectuais, especialmente no ensino de filosofia, enfrentam para subsistir com cada vez menos acesso aos meios de pesquisa financiados, e, no caso da filosofia, até no serviço público. O corpo de educadores tende a menos vagas neste último, que têm sido o reduto para absorção dos novos intelectuais e, no serviço privado, uma adesão maior a profissões como medicina, farmácia e Tecnologia da Informação; em contrapartida, na outra ponta, estão as graduações com menor porcentagem de formados trabalhando: história, relações internacionais e serviço social. Na metodologia desta pesquisa, vamos observar com base em dados dos últimos doze anos a rejeição de absorção do trabalho intelectual no mercado, especialmente em filosofia nos dois setores produtivos: mercado privado e no setor público. Como referencial teórico, aplicaremos os conceitos de Marx, primeiramente, e um artigo que irá trabalhar nessas categorias diante do cenário contemporâneo, como o conceito de "subsunção do trabalho intelectual", categoria analítica desenvolvida na perspectiva marxiana, proposta por César Bolaño, para explicar as transformações estruturais que definem a Terceira Revolução Industrial e que tomarei emprestado para observar as mudanças de cunho sociológico que resultam no surgimento de uma massa de trabalhadores intelectuais com uma autonomia menor no seu processo de trabalho. Em contraste com a ruptura da Primeira Revolução Industrial - que Marx viu como a passagem da subsunção formal à real do trabalho manual, garantindo o modo de produção especificamente capitalista - a Terceira Revolução Industrial é definida pelo autor na mesma, porém incidindo sobre o trabalho intelectual, onde plataformas digitais e a Inteligência Artificial representam, para ele, o estopim e o mais avançada fase do processo estrutural da subsunção do trabalho intelectual. É com base nestas referências teóricas e práticas que investigaremos a crise da situação intelectual no século 21.

Bibliografia

BOLAÑO, César Ricardo Siqueira. Subsunção e proletarização do trabalho intelectual em tempos de plataformas digitais e inteligência artificial: recuperando uma contribuição de Ernest Mandel. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA, 29., 2024, Marabá. Caderno de resumos. Marabá: Sociedade Brasileira de Economia Política, 2024. MARX, Karl. A mercadoria. In: —. O capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção do capital. Tradução de Rubens Enderle. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2013. Cap. 1.

Palavras-chave

Trabalho manual e intelectual Terceira Revolução Industrial Serviço Público Serviço Privado
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