PERFIL DE PRÓDROMOS CLÍNICOS DOS PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA ATENDIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE

LUANA DE MORI ASSIS PEREIRA

Apresentador(es): LUANA DE MORI ASSIS PEREIRA

Orientador(es): CLAUDIA CRISTINA FERREIRA VASCONCELOS


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada por agressões recorrentes à mielina do SNC, em indivíduos com predisposição genética expostos a fatores ambientais que se tornam gatilho para quebra de tolerância aos antígenos da mielina. Atualmente, existem evidências de que pacientes com Esclerose Múltipla apresentam uma fase prodrômica, a qual pode ter início em até 5 anos antes do diagnóstico da doença. No entanto, os estudos de investigação sobre sintomas prodrômicos, em sua maioria, avaliaram históricos de pacientes caucasianos e não há, até o momento, estudos nacionais que abordem esse tema em nossa população miscigenada de pacientes com EM. Portanto, este trabalho consiste em investigar a frequência e o perfil de pródromos clínicos prévios ao diagnóstico de EM entre os pacientes acompanhados no centro de referência para tratamento de doenças desmielinizantes do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle entre 2019 e 2024, para um melhor reconhecimento de fenômenos que antecedem a fase pré-clínica da doença, o que poderá auxiliar no diagnóstico e tratamento mais imediatos, e reduzir os impactos decorrentes das incapacidades acumuladas ao longo do tempo. O estudo tem sido realizado a partir da análise dos prontuários médicos, em busca de informações sobre a história inicial do paciente, as quais serão registradas em planilha de Excel, depois transformados em variáveis nas planilhas do programa estatístico SPSS versão 2.3 e submetidos a tratamento estatístico. Resultados parciais: De 95 prontuários de pacientes com o fenótipo remitente recorrente da doença (EMRR), 22 foram excluídos por escassez de dados ou dificuldade de interpretação dos documentos. Entre os 73 restantes, 30 já foram registrados em formato de variáveis. Dentre eles: 66,7% são mulheres e 33,3%, homens. 63,3% se autodeclaram brancos; 10% negros; 26,7% pardos. 30% possuíam entre 0 e 20 anos de idade ao manifestarem os primeiros sintomas, 60% possuíam entre 21 e 39 anos, e 10% possuíam mais de 40 anos. Antes do diagnóstico: 33,3% apresentaram paresia de membro superior; 23,3% paresia de membro inferior; 40% parestesia de membro superior; 36,7% parestesia de membro inferior; 20% distúrbios visuais; 16,7% cefaleia; 6,7% mialgia e/ou artralgia; 3,3% ansiedade; 3,3% depressão e 0% insônia. Considerações finais: Para continuar a pesquisa, será necessária a elaboração de um TCLE obtenção de dados faltantes para a estatística diretamente com os pacientes, e estão sendo adicionados à análise pacientes com fenótipos de Esclerose Múltipla Primariamente Progressiva (EMPP) e Secundariamente Progressiva (EMSP).

Bibliografia

1- ADAMS, Raymond D. Multiple sclerosis and allied demylinative diseases. Principles of neurology, p. 792-794, 1993] 2- DISANTO, Giulio et al. Sintomas prodrômicos de esclerose múltipla na atenção primária. Anais de neurologia , v. 83, n. 6, pág. 1162-1173, 2018. 3- MAKHANI, Naila; TREMLETT, Helen. The multiple sclerosis prodrome. Nature Reviews Neurology, v. 17, n. 8, p. 515-521, 2021.

Palavras-chave

Esclerose Múltipla Pródromos Sintomas inespecíficos
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