ASMA GRAVE: MARCADORES, EXACERBAÇÃO E IMPACTO NO CONTROLE CLÍNICO

ALANA VITÓRIA DA SILVA MUNIZ, LEON DE VASCONCELLOS TELLES DA SILVA, BIANCA BITTENCOURT DE QUEIROZ VIEIRA, KARINA CRISTINA RAMOS WALTER, LETICIA VICTORIA DA SILVA COUTO, LUISA DE FRANCA SANTANA, MATEUS ESTEVA MONTEIRO SALERNO

Apresentador(es): ALANA VITÓRIA DA SILVA MUNIZ, LEON DE VASCONCELLOS TELLES DA SILVA

Orientador(es): MARIANA CARNEIRO LOPES


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

A asma é uma doença crônica de grande importância, visto que entre 2016 e 2020, o total de internações no país foi de 403.125. Embora uma minoria dos casos sejam classificados como graves, eles associam-se ao aumento do número de exacerbações, de efeitos colaterais dos medicamentos e de busca às emergências. A doença pode levar a óbito ou impactar a qualidade de vida dos pacientes, com prejuízos no sono, no desempenho social e acadêmico. Assim, é válido prever as exacerbações e otimizar o tratamento dos pacientes, agindo de forma preventiva. A pesquisa objetivou estimar a prevalência dos casos de asma grave no Hospital Universitário; quantificar o número de pacientes com asma não controlada; analisar a função respiratória dos participantes através da espirometria e avaliar possíveis associações ao risco de exacerbação. Por meio de entrevista estruturada e consulta em prontuários, foram coletados dados clínicos dos pacientes entre Setembro de 2024 a Janeiro de 2025, além de VEF1, CVF, VEF1/CVF, FEF 25-75 e prova broncodilatadora por meio da espirometria. Foi aplicado o questionário ACQ-7 para análise do controle de doença. Algumas variáveis estudadas foram, por exemplo, tempo de diagnóstico e de tratamento; tratamento em curso; comorbidades; tabagismo e histórico familiar da asma. As variáveis categóricas foram analisadas pelo teste Qui-quadrado e teste de Fischer. Foram analisados 32 pacientes. 31 eram do sexo feminino, e 1 era do sexo masculino. Somente 33% dos pacientes com alteração nos valores de FEF25-75 tinham doença controlada. Embora não existam recomendações sobre a utilidade do FEF25-75, valores mais baixos estão significativamente associados com intensificação e gravidade da asma. A correlação entre tabagismo e controle da asma revelou que entre os não fumantes, a categoria “Não controlada” predominou (n = 13), com alguns casos controlados. Porém, nenhum fumante apresentou controle completo da asma, concentrando-se os casos nas categorias “Parcialmente controlada” e “Não controlada”. A magnitude da associação, avaliada pelo coeficiente de Cramer (V = 0,4), foi considerada moderada, indicando relevância clínica. Estudos anteriores também demonstraram que fumantes apresentam piores escores de controle em comparação a nunca fumantes, mesmo quando a função pulmonar medida pelo VEF1 é semelhante. O FEF25-75 é um marcador precoce de obstrução de pequenas vias aéreas que pode se associar a mau controle de doença e risco de exacerbações, o que reforça sua utilidade na avaliação preventiva. O adequado manejo da asma requer uma avaliação conjunta de função respiratória, dados clínicos, sintomas e exacerbações para melhor seguimento e redução potencial de desfechos negativos.

Bibliografia

GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global Strategy for Asthma Management and Prevention: 2025 update. [S.l.]: GINA, maio 2025. Disponível em: https://ginasthma.org/2025‑gina‑strategy‑report/. Acesso em: 10.09.2025.

Palavras-chave

asma espirometria exacerbação ACQ-7 gravidade controle da asma
Voltar