NEUROARQUITETURA E NEUROTURISMO: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO

GIOVANNA ARANHA OLIVEIRA BUSTAMANTE

Apresentador(es): GIOVANNA ARANHA OLIVEIRA BUSTAMANTE

Orientador(es): SIMONE FEIGELSON DEUTSCH


Área temática: TURISMO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

Os parques urbanos do Rio de Janeiro surgiram no século XVIII, integrando o cenário das elites em ascensão que moldavam a metrópole seguindo padrões urbanísticos ingleses e franceses, conforme destaca BOVO (2009). Inicialmente espaços de lazer e exibição da aristocracia, esses locais se tornaram componentes fundamentais da infraestrutura verde das cidades. Hoje, eles continuam essenciais para a qualidade de vida, representando usos ecológicos, estéticos e de lazer (CROMPTON; HARNIK; SHERER; BEDIMO-RUNG et al; LIBRETT et al. apud SZEREMETA e ZANNIN, 2013, p.180; NUCCI, 2001; MASCARÓ, 2002 apud SZEREMETA e ZANNIN, 2013, p.180). Nesse contexto, o turismo emerge como uma atividade que combina lazer e economia, aumentando a demanda por um planejamento cuidadoso desses espaços. Conceitos como neuroarquitetura e neuroturismo ganham destaque por buscarem compreender como o ambiente físico interfere nas respostas emocionais e sensoriais dos indivíduos. O objetivo geral da pesquisa foi analisar como os aspectos físicos dos parques urbanos, especificamente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, influenciam as percepções, satisfações, emoções e vivências dos visitantes, a partir dos conceitos de neuroarquitetura e neuroturismo. O método que foi utilizado para a execução desta pesquisa foi de caráter exploratório e descritivo, seguindo uma abordagem qualitativa, com suporte de dados quantitativos para complementar a análise. Primeiramente, foi realizado um levantamento bibliográfico relacionado ao objeto de estudo, através da coleta de dados em artigos científicos, livros e publicações digitais. Além disso, a pesquisa desempenhou uma estratégia de estudo de caso, selecionando um parque urbano, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Na execução do estudo de caso, foram empregadas duas técnicas principais: a análise documental e a observação direta. Bem como, a aplicação de um formulário direcionado aos visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Também houve a participação ativa no IX Seminário de Arquitetura, Urbanismo e Turismo, que apresentou a temática “Paisagem Carioca: Arquitetura, Urbanismo e Turismo em debate". Este trabalho analisou, através da neuroarquitetura e do neuroturismo, como os elementos físicos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro influenciam positivamente as emoções e a experiência dos visitantes, hipótese confirmada pelos resultados do questionário, que apontaram uma alta taxa de satisfação (86%), de influência emocional positiva (93%) e que e 96,5% afirmando que recomendariam o JBRJ. A pesquisa, sendo um marco inicial neste campo emergente, demonstrou a eficácia dessa abordagem interdisciplinar para o planejamento de espaços turísticos centrados no bem-estar, mas também identificou desafios, como a necessidade e melhorias na organização e limpeza do JBRJ, além de apontar a promissora expansão dessa metodologia para outros parques urbanos e a exploração de como elementos específicos impactam as respostas emocionais.

Bibliografia

BOVO, Marcos Clair. Áreas Verdes Urbanas, Imagem e Uso: Um estudo geográfico sobre a cidade de Maringá - PR. Tese (Doutorado em Geografia. SZEREMETA, B; ZANNIN, P.H.T. A importância dos parques urbanos e áreas verdes na promoção da qualidade de vida em cidades. Revista Ra’e Ga - Curitiba, dez/2013.

Palavras-chave

Neuroarquitetura Neuroturismo Jardim Botânico do Rio de Janeiro Experiência do Visitante Parques Urbanos
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