A PRÁTICA DA ALIMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RESULTADOS INICIAIS DE UMA ANÁLISE EM PROPOSTAS CURRICULARES

MARIA LUISA DIAS DOS SANTOS

Apresentador(es): MARIA LUISA DIAS DOS SANTOS

Orientador(es): GABRIELA BARRETO DA SILVA SCRAMINGNON


Área temática: EDUCAÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: Discente com bolsa externa à UNIRIO


Resumo

O presente trabalho se insere no projeto de pesquisa Políticas de Alimentação para a Educação Infantil no Estado do Rio de Janeiro: tendências e concepções, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Educação Infantil e Políticas Públicas (EIPP) da UNIRIO. A preocupação da pesquisa é investigar como as práticas de alimentação na Educação Infantil estão sendo postas no âmbito dos documentos oficiais, propostas, pareceres, resoluções e orientações curriculares de dez municípios do Estado do Rio de Janeiro. A Educação Infantil é a primeira etapa de escolarização da Educação Básica, definida pela (LDB – Brasil, 1996), com o objetivo de desenvolvimento integral da criança de até cinco anos e onze meses, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. A prática de alimentação assume o papel fundamental no desenvolvimento integral dos bebês e das crianças. Para Moreira (2010), a prática de alimentação é mais do que saciar-se e, sim, se baseia também na sua função social, na comensalidade. A “comensalidade” deriva do latim e significa "comer à mesa", ou seja, mais do que saciar, e sim da partilha, portanto é importante perceber como a prática de alimentação é posta no cotidiano na EI. O objetivo deste trabalho, a partir de um recorte da pesquisa, é trazer os resultados iniciais deste estudo, com o foco nas orientações curriculares dos dez municípios, no intuito de compreender concepções presentes nas propostas ou na ausência delas. O método utilizado foi a análise documental, buscando palavras-chave relacionadas à alimentação. Os resultados iniciais alcançados no momento prevaleceram em grande parte sob três aspectos: (a) a alimentação relacionada aos aspectos de cuidado; (b) a alimentação como propulsora de autonomia; (c) a alimentação como recurso pedagógico. Considerando assim, parcialmente, percebe-se uma lacuna e ausência na prevalência da relação entre alimentação como ato social, cultural, histórico e social, que compõem a proposta pedagógica da EI. Com a separação entre o cuidar e o educar nas propostas analisadas, é possível perceber resquícios do que Kramer (1982) diz a respeito de uma concepção de EI com pressupostos compensatórios, dos quais ainda se demonstra presente nos documentos oficiais, reverberando no cotidiano das creches e pré-escolas.

Bibliografia

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. KRAMER, Sônia. Privação Cultural e Educação Compensatória: Uma análise crítica. Caderno de Pesquisa. São Paulo, p. 54 – 62, 1982. MOREIRA, S. A. Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos. Ciência e Cultura, v. 62, n. 4, p. 23–26, 1 out. 2010.

Palavras-chave

Alimentação; Educação Infantil; Políticas Públicas.
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