Orientador(es): VANESSA DE ALMEIDA FERREIRA CORRÊA
Área temática: ENFERMAGEM
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
A simulação em saúde é uma metodologia ativa que permite recriar situações clínicas em ambiente controlado, devendo ser estruturada e avaliada para a análise de sua efetivação. Este estudo tem por objetivo comparar o número de acertos em pré e pós-testes aplicados aos discentes do Curso de Graduação em Enfermagem por meio da participação na simulação em saúde no cenário de rastreamento do câncer de colo de útero (CCU) na Atenção Primária à Saúde (APS). As atividades foram desenvolvidas no Laboratório de Simulação Realística e Aperfeiçoamento Clínico da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (EEAP) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Os participantes foram convidados ao término de dois Cursos de Extensão: “Simulação Realística e Consulta de Enfermagem no Rastreamento do CCU na APS”, realizados em 2024. Durante os cursos, os participantes assistiram a aula expositiva e participaram da simulação, seguindo as etapas de pré-briefing, briefing, cenário e debriefing. Participaram 40 estudantes, em sua maioria do sexo feminino (90%) e cursando do 4º ao 6º período (65%). Os acertos foram analisados por um questionário de 10 questões objetivas aplicado em três momentos: antes da aula expositiva, antes da simulação e após a simulação. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição proponente, sendo seguido os preceitos éticos relacionados à pesquisa com seres humanos. A descrição estatística simples dos dados demonstrou o aumento do número de acertos significativo, sobretudo sobre a importância do papanicolau (Q1: 67,5% para 95%), periodicidade do exame (Q5: 43,6% para 97,5%); conduta do enfermeiro (Q7:55% para 100%); e promoção da saúde, (Q10: 62,5% para 87,5%). Sobre a importância da prevenção secundária, o aumento foi discreto (Q2: 50% para 67,5%); assim como, nas seguintes temáticas: contra indicações (Q3: 87,5% para 97,5%); fatores de risco (Q8: 95% para 97,5%); e sobre a autonomia do enfermeiro (Q9: 72,5% para 82,5%). A Q6, referente ao intervalo de repetição após resultado positivo para HPV, apresentou queda em relação ao pré-teste. Infere-se que, a simulação em saúde contribui para o aprendizado, considerando o número de acertos na amostra e contextos estudados. Conclui-se que, a oferta de cursos com a implementação da simulação em saúde é positiva, referente ao aumento dos números de acertos nas questões de conteúdo teórico sobre rastreamento de CCU na APS. O que destaca a importância de refletir sobre as possibilidades de implementação da referida estratégia na APS, como forma de ofertar o ensino do rastreamento do CCU, a partir de situações reais, as quais possam ser vivenciadas ativamente, de forma crítica e reflexiva. Sugere-se o desenvolvimento e monitoramento da simulação em saúde potencializando o ensino e a aprendizagem, na oferta oportuna do rastreamento do CCU.
ARAÚJO, M. S. et al. Efeito da simulação clínica na retenção do conhecimento de estudantes de enfermagem. Acta Paul Enferm., v. 34, 2021. Disponível em: https://acta-ape.org//wp-content/uploads/articles_xml/1982-0194-ape-34-eAPE000955/1982-0194-ape-34-eAPE000955.pdf. Acesso em: 16 set. 2025. INACSL. Padrões de Melhores Práticas em Simulação. Tradução de Laerdal. Revista de Simulação Clínica, [Internet], p. 1-79, out. 2023. Disponível em: <https://laerdal.com/br/information/inacsl-download/>. Acesso em: 16 set. 2025.