CORRELAÇÃO DOS PARÂMETROS SDANN E SDNNI COM A CARGA DE ATIVIDADE FÍSICA EM PACIENTES PORTADORES DE EPILEPSIA DO LOBO FRONTAL

LUIZA RIBEIRO CRUZ PEREIRA, JULIANA DOS SANTOS SILVA VITAL, ALINE LOPES VIDAL, GLENDA CORRÊA BORGES DE LACERDA

Apresentador(es): LUIZA RIBEIRO CRUZ PEREIRA

Orientador(es): GLENDA CORRÊA BORGES DE LACERDA


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela predisposição persistente à ocorrência de crises epilépticas, resultando em importantes repercussões neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Trata-se de uma doença de grande relevância em saúde pública devido à sua elevada carga de morbidade e impacto na qualidade de vida dos portadores. Entre as complicações mais temidas encontra-se a morte súbita inesperada na epilepsia (SUDEP), cuja incidência é expressiva e cujos mecanismos fisiopatológicos ainda não foram totalmente esclarecidos. Evidências sugerem a participação de alterações autonômicas e distúrbios cardíacos transitórios, o que reforça a necessidade de identificar biomarcadores que permitam uma melhor estratificação de risco. A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) surge como uma ferramenta promissora por refletir o equilíbrio entre as atividades simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo. Entre os parâmetros que podem ser utilizados, destacam-se o SDANN (Desvio Padrão das Médias dos Intervalos NN em 5 minutos) e o SDANNi (Desvio Padrão das Médias dos Intervalos NN em 5 minutos indexado), que avaliam a influência combinada dessas atividades e podem se associar ao risco de SUDEP. Valores de referência normais para um adulto saudável são, tipicamente, SDANN > 100 ms e SDANNi > 40 ms. Estudos demonstram que a prática regular de atividade física é capaz de melhorar a VFC, diminuindo a atividade simpática e reduzindo a frequência de anormalidades de condução cardíaca. Considerando essas evidências, este estudo tem como objetivo principal avaliar a correlação entre os parâmetros SDANN e SDANNi, obtidos por meio de monitorização Holter de 24 horas, e a quantidade de atividade física praticada por pacientes com epilepsia do lobo frontal acompanhados no ambulatório de epilepsia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Busca-se, também, verificar se a introdução de um programa de atividade física regular é capaz de aumentar os valores desses parâmetros, indicando melhora da regulação autonômica cardíaca e potencial redução do risco de SUDEP. Trata-se de um estudo intervencionista, prospectivo e longitudinal, com amostra de conveniência composta por pacientes diagnosticados com epilepsia do lobo frontal. Até o momento, 17 participantes foram recrutados. Serão excluídos aqueles com doenças cardíacas estruturais, distúrbios de condução, condições que interfiram no sistema nervoso autônomo ou uso de medicações que afetem a variabilidade cardíaca. Após assinatura do termo de consentimento, os participantes responderão ao questionário de Borg para quantificação da atividade física basal e serão submetidos à monitorização Holter de 24 horas associada a vídeo-eletroencefalograma. A intervenção consiste na orientação para a prática de exercícios aeróbicos regulares, com frequência mínima de três vezes por semana e duração de pelo menos 30 minutos, durante quatro meses, com acompanhamento semanal para estímulo à adesão. Ao final do período, os participantes serão reavaliados com novo Holter, questionário de Borg e aplicação da escala SUDEP-7. Resultados parciais indicam que 4 participantes já completaram o protocolo e os dois exames. Destes, 1 apresentou melhora na escala SUDEP-7, enquanto 3 mantiveram estabilidade. A análise dos parâmetros de VFC (SDANN/SDANNi) nestes 4 pacientes revelou uma resposta heterogênea ao exercício, com um caso de melhora e dois de estabilidade.

Bibliografia

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Palavras-chave

Epilepsia Variabilidade da frequência cardíaca Atividade física Morte súbita SDANN SDNNi
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