O SÍMBOLO ENQUANTO LINGUAGEM DO INCONSCIENTE NAS TEORIAS DA PSIQUE DE SIGMUND FREUD E CARL GUSTAV JUNG

LAURA LUDOLFF CAMPOLINA

Apresentador(es): LAURA LUDOLFF CAMPOLINA

Orientador(es): GUSTAVO NAVES FRANCO


Área temática: LETRAS

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O objeto de estudo dessa pesquisa é o símbolo enquanto linguagem do inconsciente, em uma análise comparativa entre as teorias dos psicanalistas Sigmund Freud e Carl Gustav Jung. O inconsciente se estrutura como uma linguagem, e representa a maior parte da mente humana. Ele é dividido em uma parte pessoal e outra coletiva. Foi justamente nesse ponto que Freud e Jung se distanciaram. Comparando as diferentes perspectivas sobre o inconsciente, pode-se entender a divergência sobre o conceito de símbolo para esses dois psicanalistas. Os símbolos freudianos são casualmente explicáveis, unívocos e unipolares, pois se referem a objetos ou imagens que representam experiências individuais. Por outro lado, os símbolos junguianos são fatores psíquicos, sempre ambíguos e bipolares, e são significantes que independem do significado externo. Eles representam expressões de conteúdo do inconsciente coletivo e padrões universais de significado. Podemos perceber e identificar esses modelos universais nas mitologias, nas religiões, mas também na literatura, nos contos de fada e nos folclores, representando imagens que acompanham toda a humanidade desde os primórdios da vida psíquica. A pesquisa teve como objetivo a análise comparativa do símbolo enquanto linguagem do inconsciente nas teorias da psique de Freud e Jung; o reconhecimento das conexões entre o tema do simbólico na psicanálise e na teoria literária; a identificação de desdobramentos da compreensão do simbólico nos estudos freudianos e pós-junguianos; a consciência da dimensão cultural, literária e terapêutica do símbolo enquanto linguagem do inconsciente. O desenvolvimento metodológico da pesquisa ocorreu a partir da leitura das principais obras de Sigmund Freud e Carl Jung a respeito do inconsciente e do conceito de símbolo, além da bibliografia complementar. Foi feito um fichamento durante as leituras para destacar os trechos mais importantes para o projeto e para melhor apreensão do conhecimento. Além disso, ocorreram reuniões com o grupo de pesquisa orientadas pelo professor Gustavo Naves Franco, a fim de discutir os temas estudados e elucidar as questões mais complexas. Ademais foi elaborado um relatório final e este resumo expandido do projeto de pesquisa. Os resultados e objetivos esperados para a pesquisa foram alcançados a partir do plano de estudos, que possibilitou a compreensão integral do conceito de símbolo para as teorias da psique e suas distinções. A leitura e análise das obras de Freud e Jung consolidou a base e a fundamentação para a pesquisa, resultando em um entendimento conciso sobre os princípios da psicanálise e seu conteúdo linguístico. Além disso, a leitura ativa da bibliografia proposta resultou na autonomia sobre esses conhecimentos, que pôde ser observada na apresentação desse projeto de pesquisa durante a reunião aberta do grupo de pesquisas em julho/2025. Por fim, foi efetuada a leitura complementar de obras literárias, folclóricas e mitológicas, produzidas no Brasil e pelo mundo, buscando a interpretação da dimensão psicanalítica e simbólica de obras literárias. As análises realizadas ao longo desse trabalho permitem afirmar que as linguagens simbólicas estão presentes desde os primórdios da humanidade, e são encontradas na literatura, na mitologia, nas religiões, mas principalmente no universo onírico. Considero a continuação da pesquisa a partir dessa perspectiva onírica do símbolo para o próximo ano de bolsa IC, junto ao TCC sobre esse mesmo tema.

Bibliografia

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. 1964. VON FRANZ, Marie-Louise. O caminho dos sonhos. 1992. JACOBI, Jolande. Complexo, arquétipo e símbolo. 2016.

Palavras-chave

símbolo psique linguagem inconsciente literatura
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