FATORES FAVORECEDORES E LIMITANTES DA SIMULAÇÃO EM SAÚDE: SUBSÍDIOS PARA O ENSINO NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

ALVARO LUIS DA SILVA BELLO FERREIRA, BYANCA DA CONCEIÇÃO DOS SANTOS SILVA, CAMILA DA SILVA SOARES, RENATA FLAVIA ABREU DA SILVA, VANESSA DE ALMEIDA FERREIRA CORRÊA

Apresentador(es): ALVARO LUIS DA SILVA BELLO FERREIRA

Orientador(es): VANESSA DE ALMEIDA FERREIRA CORRÊA


Área temática: ENFERMAGEM

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC


Resumo

A simulação em saúde tem sido adotada como estratégia didática para aproximar teoria e prática na graduação em enfermagem, mas sua efetividade depende também da infraestrutura e da organização da prática simulada. Esta pesquisa teve por objetivo identificar fatores que favorecem e limitam a aprendizagem discente em simulações de baixa fidelidade na Escola de Enfermagem Alfredo Pinto. Aplicou-se análise de conteúdo temático-categorial a 93 respostas abertas de discentes (4º–10º período) à pergunta “Quais foram os pontos que mais favoreceram e os que não favoreceram o seu aprendizado durante a simulação?”. O corpus foi segmentado em unidades de registro (UR), codificado e agrupado em temas por similaridade semântica com o apoio de um modelo de linguagem (Gemini Pro 2.5), cujas segmentação e categorização foram posteriormente revisadas pelos pesquisadores. A pesquisa ocorreu entre agosto de 2024 e maio de 2025, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição proponente, sendo seguido os preceitos éticos relacionados à pesquisa com seres humanos. A análise originou três categorias: (1) Dimensão Pedagógica — articulação teoria-prática, debriefing e desenvolvimento de competências; (2) Dimensão Estrutural e Tecnológica — qualidade de áudio, vídeo e conectividade; (3) Dimensão Organizacional e de Acesso — limitação de participantes e papel do observador. Os principais resultados foram: a articulação teoria-prática associada ao debriefing foi o fator mais favorável à aprendizagem (48,3% das URs); falhas tecnológicas e transmissão via Google Meet foram o principal fator desfavorável, afetando especialmente os participantes observadores (34,5% das URs); o modelo organizacional que mantém grande parte da turma em papel passivo gerou insatisfações (17,2% das URs), mesmo quando o facilitador buscou incluir observadores no debriefing com perguntas estimuladoras. Embora a literatura recomende estratégias específicas de debriefing para engajar observadores (questões orientadoras e guias estruturados), a aplicação prática exige intencionalidade e sistematização. Conclui-se que a simulação é efetiva, mas seu potencial só se realiza plenamente com bom desenho instrucional, capacitação dos facilitadores para debriefings inclusivos e recursos audiovisuais adequados. Recomenda-se adoção de medidas práticas: checklists e testes rápidos de áudio/vídeo pré-sessão; investimento em infraestrutura (incluindo conectividade cabeada/internet em pontos de captura/exibição); roteiros estruturados para observadores; e formação continuada de facilitadores. Tais ações visam reduzir perdas no envolvimento dos participantes, aumentar equidade e potencializar a efetividade da simulação, oferecendo subsídios para a gestão de laboratórios e intervenções na formação em enfermagem.

Bibliografia

INACSL (INACSL STANDARDS COMMITTEE). INACSL standards of best practice: SimulationSM — The Debriefing Process. Clinical Simulation in Nursing, v. 12, supl., p. S21–S25, dez. 2016. DOI: 10.1016/j.ecns.2016.09.008. OLIVEIRA, Denize Cristina de. Análise de conteúdo temático-categorial: uma proposta de sistematização. Revista de Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 16, n. 4, p. 569–576, out.–dez. 2008. ESPADARO, Renato Fábio. A SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO PRÁTICA EDUCACIONAL NA FORMAÇÃO DA ENFERMAGEM CONTEMPORÂNEA. Eccos Rev. Cient., São Paulo , n. 66, e25158, jul. 2023 . Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-92782023000300100&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 22 set. 2025. Epub 19-Fev-2024. https://doi.org/10.5585/eccos.n66.25158.

Palavras-chave

Treinamento por Simulação Educação em Enfermagem Aprendizagem Ativa Enfermagem
Voltar