BIOMONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO/RJ, ATRAVÉS DO USO DE LÍQUENS

RODRIGO TORRES BATISTA DE AZEVEDO, CLAUDIO BARROS VALENTIM DA SILVA

Apresentador(es): RODRIGO TORRES BATISTA DE AZEVEDO

Orientador(es): CAMILA MAISTRO PATREZE


Área temática: BIODIVERSIDADE

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

Algumas legislações e resoluções, que estabelecem padrões nacionais de qualidade do ar e fornecem diretrizes para sua aplicação, favorecem a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Os liquens são associações simbióticas mutualistas entre fungos e algas ou cianobactérias, sendo mais suscetíveis aos efeitos deletérios de agentes poluidores e tem a capacidade de reter essas substâncias em suas células, por isso, são usados com frequência como bioindicadores de poluição atmosférica, sendo uma possibilidade viável e de baixo custo para pesquisas ou monitoramento das cidades. O objetivo desta pesquisa é relacionar o crescimento e diversidade dos líquens da cidade do Rio de Janeiro com a qualidade do ar. Também objetiva-se fazer uma revisão dos métodos envolvidos no diagnóstico e discutir a viabilidade do monitoramento, apontando as dificuldades envolvidas e cuidados a serem tomados, além de debater as vantagens e desvantagens do processo. Seis unidades amostrais foram escolhidas, conforme Figura 01 (material suplementar), sendo duas em áreas preservadas, com ocupação urbana e fluxo de veículos considerados desprezíveis, para controle; duas com ocupação urbana residencial/comercial e média de fluxo de veículos do tipo moderado a intenso; e duas com ocupação urbana residencial/comercial e média de fluxo de veículos do tipo intenso a lento ou com paradas. Serão realizadas análises da ocorrência de espécies e correlações com indicativos de poluentes atmosféricos, obtidos junto à CET-Rio e plataforma Google Maps. Será realizado levantamento para verificar a abundância e riqueza, fixando o ponto de coleta em troncos de três árvores por área, a uma altura de 1 metro e meio do chão, divididos em 10 quadrantes e fotografados cada quadrante em separado, seguindo um gabarito. Até o presente momento foram realizadas coletas nas áreas: UA-02, UA-03 e UA-06, com seus respectivos registros fotográficos, nas quais foram obtidas as seguintes frequências de líquens: 4 espécies na área UA-02, 3 espécies na UA-06 e 1 espécie na UA-03, considerando a média dos três indivíduos amostrados. Na área UA-02 foram coletadas partes de uma planta usadas para o levantamento de líquens que estava com ramo reprodutivo e preparada exsicata, que se encontra em processo de catalogação e herborização no HUNI conforme figuras 02 a 06 (material suplementar) . A identificação de espécies e gêneros de líquens será feita com base na consulta a chaves de identificação disponíveis, visitas a herbários e literatura específica. Também será utilizada a técnica de reações de coloração nos talos, no qual se faz uso de reagentes a serem aplicados aos talos liquênicos, cuja identificação é feita através da visualização no estereomicroscópio. Os reagentes KOH e KI já foram preparados e testes iniciais estão sendo conduzidos. Como considerações finais, esperamos aprimorar as técnicas de identificação de espécies de liquens e relacionar com os dados atmosféricos obtidos.

Bibliografia

COLONI Júnior, Gilberto. Concepção de manual de campo para diagnostico e monitoramento da qualidade do ar utilizando fungos liquenizados, Monografia (Bacharel em Engenharia Ambiental e Sanitária), Unisul, Palhoça, 2019. COSTA, William Raimundo; DUARTE, Ariana Thais; RIVANI, Henrique; SILVA, Silvio Roberto da; ZANELATTO, Ana Maria; Biomonitoramento da qualidade do ar do município de Uberaba/MG, utilizando-se líquens como bioindicadores. Cadernos UniFOA, e-ISSN: 1982-1816, Volta Redonda, fevereiro/abril, 2023. XAVIER Filho, Lauro; LEGAZ, Maria Estrella et al. Biologia de Liquens - Col. Saiba Mais Sobre - Vol. 4. p. 624. ISBN-10: 8586742147; ISBN-13: 9788586742149. Editora: Âmbito Cultural. Ano: 2006.

Palavras-chave

Poluição atmosférica associações simbióticas diversidade.
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