IMPACTO DAS INTERVENÇÕES DIETÉTICAS NA MICROBIOTA INTESTINAL EM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS E DIABETES MELLITUS TIPO 2

AMANDA GONÇALVES DA SILVA

Apresentador(es): AMANDA GONÇALVES DA SILVA

Orientador(es): SERGIO LUIS SCHMIDT


Área temática: MEDICINA

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC


Resumo

O estudo das intervenções dietéticas e seus efeitos sobre a microbiota intestinal tem ganhado crescente relevância na área biomédica, considerando que a alimentação modula a composição e a atividade metabólica dos microrganismos que habitam o trato gastrointestinal. Alterações na microbiota, conhecidas como disbiose, podem desencadear respostas inflamatórias, afetar o metabolismo energético e comprometer a integridade da barreira intestinal, influenciando o eixo microbiota-intestino-cérebro, que conecta o sistema nervoso central ao entérico por sinais neuroendócrinos, imunológicos e metabólicos. Este trabalho teve como objetivo investigar como diferentes padrões alimentares, incluindo dietas ricas em fibras, polifenóis e ácidos graxos insaturados ou dietas com excesso de açúcares, gorduras saturadas e ultraprocessados, modulam a microbiota intestinal e impactam processos metabólicos e neurológicos relacionados a doenças neurodegenerativas e Diabetes Mellitus tipo 2. A metodologia consistiu em revisão integrativa de artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, Embase e BVS, utilizando critérios de inclusão de estudos com seres humanos diagnosticados com Alzheimer ou Diabetes tipo 2, nos idiomas português e inglês, e excluindo duplicatas ou estudos fora do escopo. Os resultados demonstraram que dietas balanceadas favorecem um perfil microbiano diversificado e equilibrado, enquanto padrões alimentares inadequados estão associados à disbiose, aumento da permeabilidade intestinal e inflamação sistêmica, impactando negativamente o controle glicêmico e contribuindo para processos neuroinflamatórios, estresse oxidativo e deposição de proteínas anormais, fatores envolvidos no declínio cognitivo. A análise crítica evidenciou que a integração de dados dispersos permitiu identificar padrões consistentes entre dieta, microbiota e doenças complexas, reforçando a importância de intervenções nutricionais como estratégia complementar na prevenção e manejo dessas condições. Limitações observadas incluem heterogeneidade metodológica, ausência de ensaios clínicos de longo prazo e detalhamento insuficiente de protocolos dietéticos, indicando a necessidade de pesquisas futuras que aprofundem o entendimento sobre a relação entre alimentação, microbiota e saúde metabólica e cerebral. Este estudo contribui para a construção de conhecimento aplicado à prática clínica e à pesquisa em neurologia e fisiologia, oferecendo subsídios para estratégias terapêuticas inovadoras.

Bibliografia

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Palavras-chave

neurodegeneração Diabetes Mellitus tipo 2 neuroinflamação microbiota intestinal dieta
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