Orientador(es): MICHELLE CRISTINA SAMPAIO
Área temática: CIÊNCIAS AMBIENTAIS E DA TERRA
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
As primeiras etapas do trabalho tiveram início com a revisão bibliográfica, direcionada para a busca na literatura sobre metodologias participativas no Ensino Superior e suas possíveis conexões com a meta 4.3 do ODS 4. A análise da literatura evidenciou que tais metodologias são vistas como instrumentos capazes de fortalecer a inclusão, a permanência e a qualidade no ensino superior, aspectos diretamente relacionados à meta 4.3, ao promover maior engajamento dos estudantes e a valorização da diversidade de experiências, favorecendo a construção coletiva do conhecimento. O presente trabalho visa descrever e avaliar a aplicação de metodologias participativas no Ensino Superior, com destaque para sua contribuição ao alcance da meta 4.3 do ODS 4 e a metodologia adotada envolveu busca sistemática em bases acadêmicas como SciELO, Web of Science e Google Scholar, utilizando descritores específicos e estabelecendo critérios de seleção como publicações entre 2010 e 2023. O material selecionado foi examinado por meio da técnica de análise de conteúdo, passando pelas etapas de pré-análise, exploração do material e categorização, seguidas da interpretação dosresultados, possibilitando identificar convergências e divergências nos estudos. Os resultados obtidos indicam que, no Brasil, a taxa de matrícula no ensino superior aumentou de 31,2% em 2012 para 37,4% em 2018, mas ainda distante da meta internacional de 50% até 2030. As taxas de conclusão também revelam desigualdades: apenas 41% dos alunos não cotistas concluem a graduação nas universidades federais, enquanto esse índice é de 51% entre os cotistas. No setor privado, os beneficiários do Prouni alcançam 58% de conclusão, contra 36% dos não bolsistas, e os usuários do Fies apresentam 49%, frente a 34% dos não usuários. Esses dados evidenciam que políticas de apoio reduzem desigualdades, mas não são suficientes. A evasão, que atinge 57,2% no ensino superior brasileiro, reforça a necessidade de práticas pedagógicas que aproximem o estudante de sua trajetória. Nesse sentido, metodologias participativas funcionam de forma complementar, ao promover engajamento, colaboração e senso de pertencimento. Experiências como o World Café e o Aquário, aplicadas em disciplinas de diferentes áreas, associam-se ao aumento da participação ativa e à criação de espaços de diálogo, ampliando a permanência e a inclusão. Com base nos resultados apresentados, conclui-se que as metodologias participativas têm potencial para transformar o aprendizado individual em uma experiência coletiva, promovendo a troca entre alunos de diferentes realidades e fortalecendo a qualidade no ensino superior. Essas práticas estão alinhadas ao ODS 4, mas demandam novos estudos para aprofundar a compreensão de seu impacto sobre indicadores de acesso, permanência e conclusão.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. INEP. Censo da Educação Superior 2023: notas estatísticas. Brasília, DF: InstitutoNacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2024. UNESCO. Global Education Monitoring Report 2022: Inclusion and education – Allmeans all. Paris: UNESCO, 2022.