EFEITOS DA INFECÇÃO COM KLEBSIELLA PNEUMONIAE SOBRE A MICROGLIA E O ENVOLVIMENTO DO RECEPTOR NUCLEAR PPAR GAMA

BEATRIZ BARROS DE SOUZA

Apresentador(es): BEATRIZ BARROS DE SOUZA

Orientador(es): CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE (ORIENTADOR), ADRIANA RIBEIRO SILVA (CO-ORIENTADORA), LÉO VICTOR GRIMALDI DE CASTRO (CO-ORIENTADOR)


Área temática: BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

A sepse é uma disfunção orgânica causada por uma intensa resposta inflamatória frente ao hospedeiro, podendo causar alterações metabólicas e vasculares, disfunção de órgãos e gerando um risco de vida ao paciente. Dentre os quadros sépticos, a pneumonia é uma das infecções mais comuns e, sendo a Klebsiella pneumoniae um dos patógenos principais causadores da sepse e de infecções adquiridas em hospitais. Além disso, ela é multirresistente a antimicrobianos O Sistema Nervoso Central é um dos principais tecidos afetados pela sepse, comprometendo a cognição dos pacientes. A microglia é uma das células que formam a defesa desse sistema e possui um perfil pró-inflamatório para combater o patógeno invasor e um neuroprotetor para eliminar manter a integridade tecidual. Os PPARs gama (receptores ativados por peroxissoma) são receptores nucleares que atuam não só na regulação metabólica, mas também na inflamação, tornando o perfil da resposta imune em um estado mais resolutivo. Dados preliminares indicam que a ativação do PPAR γ possui efeitos protetores na sepse oriunda de infecção pulmonar causada pela Klebsiella pneumoniae, como a inibição da excitotoxicidade neuronal. Pretendemos analisar a infecção causada por essa bactéria na microglia, a atuação do PPAR γ nessas células e a busca de novos tratamentos eficazes com alvos moleculares que possam ser usados em pesquisas clínicas na terapia de pacientes com essas condições. O objetivo é avaliar a atuação do receptor PPAR γ e como a sinalização intracelular ocorre durante a infecção na microglia causada pela bactéria oportunista Klebsiella pneumoniae. Os métodos usados foram a cultura de células da linhagem murina BV2, estímulo com a bactéria Klebsiella pneumoniae e o tratamento com a rosiglitazona, ELISA e análise estatística. Dentre os resultados, houve a produção de citocinas inflamatórias na microglia estimulada pela Klebsiella pneumoniae e padronização da multiplicidade de infecção, sendo o MOI 0,02 com o valor mais significativo. Em relação aos efeitos do tratamento com a rosiglitazona, houve reduções na produção de IL-6 e IL-1B no MOI 0,2 em 5 սM, mas, não apresentou redução significativa na ativação do PPAR y em um perfil resolutivo, sendo necessários mais estudos para concluir se os valores são significativos e para a análise da sua eficácia. O próximo experimento a ser realizado será o Western Blotting, para a análise do conteúdo do PPAR γ e proteínas das MAP kinases, que induzem a expressão de genes pró-inflamatórios e a fosforilação de fatores de transcrição como o PPAR γ.

Bibliografia

Castro L.V.G., Gonçalves-de-Albuquerque C.F., Silva A.R. Polarization of Microglia and Its Therapeutic Potential in Sepsis. Int. J. Mol. Sci. 2022, 23, 4925. Zampieriv FG, Cavalcanti AB, Taniguchi LU, Lisboa TC, Serpa-Neto A, Azevedo LCP et al. Attributable mortality due to nosocomial sepsis in Brazilian hospitals: a case-control study. Ann Intensive Care. 2023;13 (1) Araújo CV, Estato V, Tibiriçá E, Bozza PT, Castro-Faria-Neto HC, Silva AR. PPAR gamma activation protects the brain against microvascular dysfunction in sepsis. Microvasc Res. 2012; 84(2):218-21.

Palavras-chave

sepse microglia ppar γ Klebsiella pneumoniae roziglitazona
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