EFEITO DO BOSUTINIBE NA NEUROINFLAMAÇÃO EM MODELO DE SEPSE EXPERIMENTAL

HELEN DE ALMEIDA SOUTO, CAROLINA MEDINA COELI DA CUNHA, HUGO CAIRE CASTRO FARIA NETO, PATRÍCIA TORRES BOZZA, ADRIANA RIBEIRO SILVA, CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE

Apresentador(es): HELEN DE ALMEIDA SOUTO

Orientador(es): CASSIANO FELIPPE GONÇALVES DE ALBUQUERQUE, CAROLINA MEDINA COELI DA CUNHA


Área temática: BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC


Resumo

A sepse é um grande problema de saúde pública no Brasil, marcada por elevada incidência e alta taxa de mortalidade, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva. Uma parcela significativa dos pacientes desenvolve encefalopatia associada à sepse, síndrome neurológica grave decorrente do quadro séptico. A persistência dessa patologia como causa expressiva de óbitos impõe desafios ao sistema de saúde e evidencia a necessidade de novas abordagens terapêuticas. Considerando seu caráter inflamatório sistêmico, abordagens inovadoras para o tratamento da sepse fundamentam-se no emprego de fármacos com propriedades imunomoduladoras e/ou anti-inflamatórias. Sob essa perspectiva, estudos demonstram que os inibidores da tirosina quinase, como o bosutinibe, apresentam potencial terapêutico devido à sua ação imunomoduladora.Nesse contexto, o presente trabalho objetivou avaliar os efeitos da administração de bosutinibe (3 mg/kg) por gavagem 100 μl sobre marcadores de ativação microglial, expressão proteica e gravidade séptica em modelo de sepse experimental. Para isso, foram utilizados camundongos Swiss Webster machos submetidos à ligadura e perfuração cecal (CLP). Os animais foram divididos em quatro grupos: CLP com bosutinibe, CLP com veículo, controle da cirurgia (Sham) com bosutinibe e controle com veículo. A administração por gavagem do fármaco ou veículo ocorreu 30 minutos antes e 6 horas após o procedimento cirúrgico. A coleta das amostras cerebrais ocorreu 24 horas após o procedimento. A gravidade da infecção foi avaliada em dois momentos distintos após o CLP. As análises de imunohistoquímcia foram realizadas a partir do tecido cerebral para detecção do marcador IBA-1, enquanto a expressão de vimentina foi avaliada por western blotting. A quantificação das imagens foi conduzida no software ImageJ (versão 1.54). Os animais submetidos ao modelo de sepse por CLP apresentaram sepse moderada no escore clínico de 6 horas e no de 24 horas, independente do tratamento. Os animais do grupo controle mantiveram-se dentro dos parâmetros de normalidade. Observou-se diferença significativa entre os grupos submetidos à indução séptica por CLP e os animais sham, porém não foram observadas diferenças significativas entre os grupos sépticos. A análise imunohistoquímica para IBA-1 evidenciou variação regional no hipocampo entre as regiões analisadas (CA1, CA3 e giro denteado) para densidade de células positivas e intensidade de fluorescência entre os grupos experimentais, demonstrando possível vulnerabilidade regional diferencial. Entretanto, a análise por western blotting do tecido cerebral não demonstrou diferenças significativas na expressão de vimentina entre os grupos experimentais. Os resultados sugerem um possível efeito benéfico do bosutinibe no grupo CLP tratado, em comparação ao grupo séptico não tratado, caracterizado por menor ativação microglial, contudo, o tratamento não foi capaz de alterar a expressão da proteína avaliada.

Bibliografia

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Palavras-chave

Sepse bosutinibe Neuroinflamação Micróglia Imunomodulação
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