CRIAÇÃO DE ETOGRAMA PARA ESTUDO COMPORTAMENTAL DE TARTARUGA-VERDE (CHELONIA MYDAS) EM ZONA DE FORRAGEAMENTO

GABRIELA PINHEIRO REZENDE, ANA CLARA TAVARES VIANA, LETÍCIA MACIEL EIRAS LEÃO, BEATRIZ CUNHA GOMES, LARISSA LEAL JORGE, LUCIANA COUTINHO REIS, RAFAEL DA ROCHA FORTES

Apresentador(es): GABRIELA PINHEIRO REZENDE

Orientador(es): RAFAEL DA ROCHA FORTES


Área temática: BIODIVERSIDADE

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O comportamento é um dos fatores mais importantes da vida de um animal. Porém, para as tartarugas-verdes existem lacunas importantes no conhecimento sobre a etologia destes répteis. A espécie Chelonia mydas (Linnaeus, 1758), é uma das espécies de tartarugas marinhas que podem ser encontradas no litoral brasileiro, apresentando hábitos mais costeiros. Mas, apesar dos esforços realizados para sua conservação no Brasil, é classificada como “Em Perigo” pela União Internacional para Conservação da Natureza. Por conta disso, a pesquisa tem como objetivo criar um etograma para Tartaruga-verde, a partir de registros realizados na Prainha e Praia da Graçainha, Arraial do Cabo, RJ, zona de forrageamento da espécie, visando criar um documento base para estudos comportamentais da mesma. Para isso, foram realizados mergulhos em duplas durante os meses de setembro de 2023 e junho de 2024, em que, paralelamente ao costão, os mergulhadores registraram indivíduos da espécie com câmeras de ação, mantendo uma distância de cerca de 1 metro do animal focal. Após esse processo, os indivíduos foram identificados com auxílio do software I3SPattern, e tiveram seus comportamentos analisados no método Ad Libitum. Foram analisados 6h55min18seg de vídeos, com 37 indivíduos fotoidentificados. Em relação ao etograma, os comportamentos foram divididos nas categorias: Locomoção, Alimentação, Atividade, Reação, Manutenção, Interação, Repouso e Ausente. A Locomoção foi dividida em Braçadas e Planado, definidos como estado de natação ativa, com movimentos das nadadeiras, e de sustentação do nado, sem movimento ativo das nadadeiras, respectivamente. A Alimentação foi dividida de acordo com o local em que ocorria, costão e solto. A Reação foi dividida em Fuga, com a saída do abrigo ou natação acelerada, após aproximação de mergulhador; Plastão, com a defesa posicionando o plastrão para o lado contrário ao mergulhador, e Circular com a natação ao redor do mergulhador. Em Manutenção, foram observados a Estação de Limpeza, onde outras espécies realizam a limpeza do casco ou plastrão; Esfregação, do casco ou plastrão em uma superfície dura; e a Autolimpeza, movimento de coceira com as nadadeiras. A Interação, foi dividida em Interespecífica, onde foram observados os comportamentos de Circulação, entre outras espécies de tartarugas-marinhas, sem contato físico; Comensalismo e Mutualismo; e Intraespecífica também classificada como Circulação; Aproximação de outros indivíduos da mesma espécie, com contato físico; e Territorialismo, onde observa-se um comportamento agressivo em relação a outros indivíduos. Nos momentos de inatividade/repouso, sendo em Abrigo, o repouso sob pedras ou troncos, cobrindo parte do corpo; Escorado, momento de menor ou nula atividade sobre a Areia, Algas ou Pedras. Dessa forma, pode-se analisar os comportamentos realizados por indivíduos da espécie em seu habitat natural, fora do período reprodutivo, procedimento essencial para a conservação da espécie.

Bibliografia

SNOWDON, C. 1999. O significado da pesquisa em comportamento ambiental. Acesso em:11 jan. 2025 ROCHA, C; SLUYS, M. 2008. Comportamento de répteis. Acesso em: 12 jan. 2025. REIS, E.; GOLDBERG, D. 2017. Pesquisa e conservação de tartarugas marinhas no Brasil e as recentes contribuições da telemetria e da genética. Acesso em: 10 jan. 2025

Palavras-chave

Etologia Cheloniidae Rio de Janeiro Arraial do Cabo Costão Rochoso.
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