EDUCAÇÃO POPULAR E MOVIMENTOS SOCIAIS: FERRAMENTAS PARA A EMANCIPAÇÃO DOS SUBALTERNIZADOS

RAQUEL COELHO RODRIGUES, HERIKA MARQUES BARCELOS LIMA

Apresentador(es): RAQUEL COELHO RODRIGUES

Orientador(es): JANE SANTOS DA SILVA


Área temática: EDUCAÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

O presente resumo se construiu com objetivo de analisar e apresentar a manifestação da Educação Popular por intermédio do Festival de Artes em Imbariê (FAIM Festival), evidenciando a importância deste evento na construção de uma sociabilidade no território de Imbariê. É visível como essas práticas culturais e educativas são meios potentes de transformação de realidades marcadas pela exclusão social e racial, apontando o papel da educação popular e dos movimentos sociais na emancipação de populações marginalizadas no Brasil. Nossos objetivos para além da investigação da educação popular através dos movimentos sociais estão na compreensão de como os movimentos sociais promovem uma educação e um letramento antirracista contribuindo para a formação de uma identidade negra positiva. Para análise das ações promovidas pelo FAIM Festival foi utilizado como metodologia as abordagens de pesquisa qualitativa com o objetivo de compreender os fenômenos sociais, as experiências e significados construídos a partir da presença destas ações que se realizou por um levantamento bibliográfico sobre educação popular e movimentos sociais para servir de embasamento teórico de nossas discussões e análises. A atuação do FAIM Festival proporcionou durante o período de março a novembro de 2020 a ação “Imbariê contra o Corona” que junto de outras parcerias e instituições do bairro distribuíram a comunidade cerca de 4000 cestas básicas e 500 cartões alimentação, além da promoção da exposição “Eu quero respirar” que em forma de lambe-lambes expos obras de artistas oriundos de periferia e da região metropolitana do Rio de Janeiro, sendo uma ação responsável por ataviar as ruas e becos do bairro. Preenchendo as lacunas deixadas pelo Estado, o festival evidencia seu caráter político e cultural de empoderamento a população que, em um período de fragilidade como o da pandemia de COVID-19 em 2020, teve este como uma rede de apoio sanando as necessidades da população, revelando assim seu caráter enquanto movimento social promovendo práticas de enfrentamento às desigualdades sociais alinhado a uma perspectiva de educação popular negra pois em suas exposições evidencia a produção de artistas negros que são excluídos do mercado artístico brasileiro. Além da sua proposta pedagógica através do “FAIM educa” que por meio de oficinas, workshops, cursos livres de artes e rodas de conversa impulsionaram reflexões alinhadas às artes visuais negras e periféricas. Sendo assim, este trabalho se encerrou com o entendimento que a atuação do FAIM Festival no território de Imbariê possui um caráter político e social alinhado ao empoderamento da cultura tendo uma matriz pedagógica alinhada com a educação antirracista ao se propor ao contínuo combate todas as manifestações de opressão territorial reconhecendo a contribuição dos sujeitos negros para aquela localidade ao passo que tambem os empodera em suas ações culturais e sociais. Este que atuou interdisciplinarmente alinhando-se à Educação Popular e aos Movimentos Sociais foi primordial para a assistência da população de Imbariê que teve o festival como meio de fortalecimento, emancipação e assistência aos subalternizados.

Bibliografia

Gerhardt, M. C.;Frantz, W. Educação popular e movimentos sociais: possibilidades de relações democráticas. Revista de Educação Popular, Uberlândia, MG, v. 18, n. 1, p. 92–104, 2019. DOI: 10.14393/rep-v18n12019-46367. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/46367 Gomes, N. L. (2002). Educação e Identidade Negra. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 9, 38–47. https://doi.org/10.17851/2317-2096.9.38-47 Silva, N. N. da . Educação Popular Negra: breves notas de um conceito. Educação em Perspectiva, Viçosa, MG, v. 11, n. 00, p. e020033, 2020. DOI: 10.22294/eduperppgeufv.v11i00.8488. Disponível em: https://periodicos.ufv.br/educacaoemperspectiva/article/view/8488.

Palavras-chave

Educação Popular Movimentos sociais Educação antirracista
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