GRIPE ESPANHOLA E COVID-19: CONSEQUÊNCIAS DE PANDEMIAS NO CONTEXTO EDUCACIONAL

JAYNE NASCIMENTO DE OLIVEIRA, VITÓRIA REGINA DIAS LIMA

Apresentador(es): JAYNE NASCIMENTO DE OLIVEIRA

Orientador(es): JANE SANTOS DA SILVA


Área temática: EDUCAÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC


Resumo

As doenças são reveladoras de diversos indicadores sociais, políticos, culturais e econômicos: revelam as populações mais atingidas, medidas de contenção e de continuidade de vida, formas de apoio que as comunidades encontram entre si, qualidade de saúde física e psíquica, entre outros. A doença é, portanto, um evento social que, quando percebida e assumida pela sociedade, torna-se ciente de que existe um problema a ser enfrentado em conjunto - seja evitando ou resistindo. Esta pesquisa, ao investigar os impactos da Gripe Espanhola (1918) e da Covid-19 (2020), conta como a negação da doença, tanto pela população, quanto pelo Estado, afeta o processo educacional brasileiro, observando as propostas das instituições de saúde, da conjuntura política e das ações da população. Assim, propõe-se a analisar, caracterizar e retratar as semelhanças e as consequências para o sistema educacional desses períodos históricos, a fim de compreender as estratégias de enfrentamento do sistema educacional no Brasil. Para tal, o estudo se baseia em uma pesquisa bibliográfica e comparativa, utilizando-se de análise de fontes primárias e secundárias e revisão da literatura, como as notícias e recortes de jornais sobre a Gripe Espanhola que estão disponíveis na Hemeroteca digital da Biblioteca Nacional; o livro “A Bailarina da Morte”, de Lilia Schwarcz e Heloísa M. Starling; mídias digitais do ano de 2020, e o “Caderno de Estudos em Políticas Educacionais: impactos da pandemia”, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (2022), bem como algumas legislações específicas. Os resultados alcançados evidenciam que durante a Gripe Espanhola houve paralisação total do sistema educacional, onde acredita-se que aprendizagem possa ter sido prejudicada por medidas como aprovação automática e abandono total da continuidade de estudos em casa. Sobre a Covid-19, a possibilidade tecnológica apresentou uma diferença significativa quanto à paralisação total de 1918; contudo, uma parcela significativa dos estudantes tiveram dificuldades econômicas e sociais para dar continuidade às aulas, o que acredita-se revelar um agravamento das desigualdades educacionais. As considerações finais indicam que, em ambos os eventos, a resposta estatal foi propositalmente negligente e lenta, com detrimento da educação e da saúde pública em prol da economia, aprofundando, assim, desigualdades históricas, onde a maioria atingida por ambas as pandemias é/eram pobre e marginalizada. Portanto, apesar das semelhanças nos protocolos de enfrentamento (isolamento social, maior atenção à higiene e o uso de máscaras), a repetição dos erros demonstra que pouco se aprendeu com o passado.

Bibliografia

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. A bailarina da morte: a gripe espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. JORNAL GAZETA DE NOTÍCIAS (RJ). Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&pesq=gripe%20 espanhola hf=memoria.bn.br&pagfis=45330 . Acesso em: 24 de maio de 2022. MORAES, G. H.; ALBURQUERQUE, A. E. M.; SANTOS, R. D (organizadores). Impactos da pandemia [recurso eletrônico]. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2022.

Palavras-chave

Educação Gripe Espanhola Covid-19
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