Orientador(es): FABIO DE SOUZA
Área temática: MEDICINA
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: IC/UNIRIO
A disfunção diastólica é comum em indivíduos com hipertensão arterial, porém encontra-se com frequência subestimada. A avaliação de parâmetros da função diastólica por meio da Ecocardiografia de Estresse Diastólico (EED) realizada durante a atividade física, possibilita a identificação de disfunção diastólica com maior acurácia.Avaliar a prevalência de disfunção diastólica em pacientes com hipertensão arterial resistente avaliados com EED.Estudo observacional, prospectivo, com análise transversal, com indivíduos acima de 18 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial considerados, pelo menos, moderadamente aderentes ao tratamento e que preenchiam os critérios de resistência a terapêutica prescrita: (a) PA de consultório ≥140/90 mmHg, apesar do uso de 3 ou mais anti-hipertensivos em doses otimizadas; (b) uso de mais de 4 drogas anti-hipertensivas com PA de consultório controlada; todos os participantes realizaram EED com relação da velocidade da onda de enchimento rápido (E) do fluxo mitral pela velocidade diastólica de relaxamento do anel mitral (e’), medida em repouso e imediatamente após esforço físico com cicloergomêtro; disfunção diastólica foi considerada presente quando a relação E/e’>15, valores limítrofes entre 10 e 14, e normais quando E/e’<10 (avaliada em repouso e após esforço). Variáveis contínuas foram descritas como mediana [IIQ] e categóricas como frequências relativas e absolutas. Resultados: Um total de 12 participantes foram incluídos; 50% mulheres, mediana de idade 62 anos [53-67], em uso de 5 anti-hipertensivos [4-5]; IMC 30,1 Kg/m2 [26,6 - 33,1] com percentual de gordura corporal (PGC) 36% [27-42]. Todos os pacientes incluídos tiveram taxa de filtração glomerular estimada acima de 30 ml/min/1,73 m2 e fração de ejeção do VE > 50%. Na análise da função diastólica encontramos o E/e`com mediana 9,5 [8,4 - 10,9] em repouso e 12,2 [ 10,7- 15,4] no EED; considerando apenas as medidas em repouso, 8 entre os 12 participantes (67%) apresentaram valores de E/e` normais (<10) enquanto após esforço, 9 indivíduos (75%) apresentaram E/e’> 10 e 2 participantes tiveram E/e’> 15, representando 17% dos casos. Nossos resultados, embora preliminares e ainda com tamanho amostral reduzido, demonstram que análise da função diastólica com EED possibilita a melhor avaliação do comprometimento do relaxamento ventricular onde 1 em cada 6 apresentou critérios de disfunção diastólica ao método utilizado.
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